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2 de set de 2009

A Ciência


Quando existe entre a classe médica, o espírito de compreensão mútua, competência no ramo, humanidade, boa vontade de servir, idoneidade moral e profissional, o milagre está operado mas, quando os olhos da Ciência se voltam para as ambições financeiras, enfim, para os sete pecados capitais, então, deixamos de ter “santos médicos” para termos “serpentes diabólicas”.
A medicina é um sacerdócio que há muito anos deixou de sê-lo por alguns médicos ambiciosos e negligentes em sua arte de curar.
Hoje, temos médicos que vendem o sangue dos doadores mais, quando querem receber esse líquido vital apelam para a fraternidade através da chantagem emocional.Uma parte dos médicos mercenários estão se tornando inescrupulosos e criminosos, ferindo o Código de Ética Profissional, quando recebem de maneira indiscriminada as doações sanguíneas sem um controle de qualidade sem se importar com a transmissão dessas doenças para a população.
Atualmente, algumas clínicas que recebem sangue doado, estão fazendo análise do sangue do doador para detectar se a pessoa é portadora de alguma doença transmissível ou fatal. Esses hospitais e clínicas que assim procedem estão cumprindo com o Código de Ética são os bons profissionais e merecem elogios.
O que vemos na medicina é um punhado de criminosos impunes, a assassinarem de maneira direta e indireta uma grande parte da população com aplicação de sangue contaminado. Têm religiosos que preferem morrer numa mesa de operação do que receber sangue, por não ter garantia da qualidade do líquido.
Que adianta a propaganda de educação sexual e de viciados, quando o extermínio da população tem a causa principal na irresponsabilidade da medicina.
Não devemos nos prevalecer do símbolo da cobra para dizer: “Quando não cura, mata”.
Todos os anos tem saído centenas de médicos de nossas universidades que podemos chamar a um grande número deles de charlatães diplomados numa ciência teórica e engatinhada na prática. Faculdades incompetentes de funcionar por falta de equipamentos científicos modernos, laboratórios adequados e outras técnicas de ponta.
Estudar medicina, outrora, era um privilégio da elite, hoje, é uma porta aberta para todas as classes sociais, só que, os melhores médicos são aqueles que têm poder aquisitivo para irem se especializar no exterior, tirar dúvidas científicas, são os que estão sempre em contacto com os compêndios modernos e com os cientistas de outras nações.
Para os que abraçam a medicina sem as devidas condições financeiras só o tempo clínico é capaz de formar um bom médico.

Ernani Serra
Pensamento: Deus nos concede tanta e tamanha liberdade de pensar, que nos faculta até o direito de negá-LO. Plácido Afonso