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22 de set de 2009

A Fome Mundial


A fome existe e sempre existirá em maior ou menor número de miseráveis em todos os países desse planeta Terra.
Com a revolução e a evolução industrial presumia-se o fim da fome pela produção dos alimentos manufaturados, só que, não houve o controle racional da natalidade, com mais alimentos na mesa e melhor renda per capita aumentou a população, as riquezas ficaram concentradas e restritas nas mãos de capitalistas que, em vez, de aplicar o capital de giro em novas empresas ou empreendimentos para gerar mais capital e mais bem estar social; aplicou suas riquezas na agiotagem bancária em detrimento da sociedade que fica mais pobre sem o progresso nacional.
Para diminuir a fome mundial é preciso que haja vontade política em harmonia com o poder econômico e financeiro privado. O mundo só vai melhorar quando todos os países adotarem a política social-democrática, ou seja, quando o Estado participar dos lucros das empresas privados como acionista majoritário com direito a voto e diminuir a carga de impostos sobre a sociedade. O que acontece atualmente é um desequilíbrio social em que o Estado passa todas as suas riquezas para o setor privado, que é chamado de privatização, que é oficializado pelo pseudo leilão e, com esse artifício, o Estado fica descapitalizado e só resta governar através de impostos que sobrecarrega os trabalhadores e toda sociedade que vai perdendo dinheiro e ficando mais pobre.
Não é dando dinheiro nem alimentos que se acaba com a fome. O dinheiro corrompe o projeto e torna-se uma areia movediça num projeto paliativo que nunca pára de absorver as milionárias verbas federais.
O dinheiro e os alimentos só servem para casos de emergências temporárias e nunca para uma fome crônica provocadas por desempregos, catástrofes climáticas ou epidêmicos. Com o programa de dinheiro as pessoas se acomodam, ficam preguiçosas e aumentam o número de parasitas da fome, sem falar nas corrupções políticas que desviam essas verbas federais. Com essas verbas de programa contra a fome, vão fazer com que essas pessoas beneficiadas, se sintam como mendigos e criaturas inúteis que na sua maioria vão usar esse dinheiro para os vícios.
Esse tipo de projeto é jogar dinheiro fora que não dá rentabilidade ao governo.
Temos sim, que programar uma situação de trabalho para que os famintos se sintam úteis, dignos do dinheiro que recebem e se orgulharem do seu labor. Essa aplicação pelo Estado, além de matar a fome através da labuta, deve voltar em forma de lucros para os cofres do Estado para ampliação de um novo programa de combate a fome.
Se o Estado não começar a lucrar nos seus investimentos e projetos estará fadado a sucumbir num caos sócio-econômico e financeiro.
O Brasil é rico e não deve estar entregando as suas riquezas aos estrangeiros, pois assim, o Brasil será um pobre rico.

Ernani Serra

Pensamento: O país que se curva como um lacaio, vai pedir esmolas e fica mendigo para sempre.

Ernani Serra