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17 de set de 2009

A Nave sem Rumo


Somos criaturas interplanetárias e estamos viajando numa grande nave que chamamos de planeta Terra sem nenhum objetivo a alcançar nessa viagem cósmica, pois estamos infinitamente condenados a percorrer uma órbita elíptica e sem fim.
No momento, somos as únicas criaturas conscientes deste infinito universo que resplandece em nossos olhos. Digo isso, porque até agora, nenhum astrônomo conseguiu descobrir algum planeta habitado. O que existe no momento é a especulação de planetas habitados e a fantasia dos objetos voadores não identificados que muitos deixam se levar pela imaginação criadora. Nada de concreto existe na afirmação de que existem outros seres extraterrestres, portanto, se não há provas concretas ao alcance de todos, não devemos acreditar em criaturas fantasmas que só alguns dizem terem vistos.
Somos prisioneiros cósmicos fadados a vivermos eternamente numa viagem sem princípio e sem fim e a vermos a mesma paisagem estelar numa rotina orbital. Felizmente, não sentimos a sensação de condenados cósmicos porque vivemos numa nave muito grande e temos a ilusão de liberdade, nela poderemos procurar a paz interior e a liberdade espiritual como também usufruir do bem-estar e do gozo material, ela é (a Terra), um paraíso no oásis cósmico, mas não se enganem com esse maravilhoso planeta, ela poderá se tornar um inferno, nada mais infernal do que termos tudo ao nosso alcance para sermos felizes e tudo nos é negado para nossa infelicidade.
E quem responde por esse paraíso e por esse inferno espacial são os tripulantes e os passageiros dessa incomensurável nave que está a deriva no universo.
Já sabemos que somos todos irmãos e criaturas espaciais e com o privilégio de viajar em cabines panorâmicas para apreciar a qualquer hora do dia ou da noite a beleza do universo. Em vez de procurarmos nos compreender pela linguagem do amor universal e também por um idioma único para unificar, homogeneizar e padronizar as criaturas como irmãos, num elo forte para formar uma cadeia humana, para vivermos em harmonia nesta nave sem futuro; estamos dividindo tudo de maneira egoísta, estamos fomentando as guerras e promovendo a fome e a miséria social.
A nossa nave cósmica é conhecida pela tripulação de astrônomos como uma poeira dentro do universo infinito; ora, se nossa nave é tão pequenina no universo, por que não transformá-la numa estrela de primeira grandeza? E de que maneira? De maneira muito simples, pela transformação do homem num espírito de luz emanando para o universo a luz da Paz e Amor, e afastando assim, as trevas que está apagando com o ódio e guerras o esplendor da vida. A nossa nave está na iminência de explodir pelo ódio atômico que vai exterminar as últimas e únicas criaturas inteligentes que conhecemos no universo.
Vamos dar rumo a esta nave perdida e pô-la em sua órbita racional, em direção a um único objetivo, ao futuro, com Amor e Paz.


Ernani Serra


Pensamento: Pense enquanto não souber executar.


Ernani Serra