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30 de out de 2009

O Gênio Atômico


Um dia, um homem, achou um objeto estranho e como estava sem dinheiro, pensou, isto vai me dar alguns trocados. Levou o objeto para um depósito de ferro velho. O proprietário do ferro velho se aproximou.
___ Olá! O que queres?
___ Eu trouxe uma lâmpada de Aladim de tamanho gigante. (em tom de brincadeira).
___ Tem gênio? (retrucou apoiando a graça).
___ Deve ter e se não tiver aproveite o revestimento que é de chumbo.
Ambos discutiram o preço do objeto e fecharam negócio.
O dono do ferro velho ficou intrigado com o estranho objeto e chamou a família para ver.
___ O que acha mulher!
___ Parece coisa do outro mundo, nunca vi igual!
O homem apanhou a marreta que estava ao lado e começou a destruir a lâmpada do gênio atômico.
Nesse ínterim, ele ouviu uma voz.
___ Não faça isso, não destrua o meu abrigo!
___ O homem ao ouvir, parou e disse:
___ Quem és?
___ Sou um servo criado pelo gênio científico e estou aqui dentro para servir a humanidade de maneira pacífica.
___ Conversa! (exclamou irritado e continuou a marretar).
___ Eu estou lhe avisando! Eu aqui dentro estou preso e controlado pela Ciência, e como tal, vivo a fazer o bem as pessoas doentes, não que eu seja de natureza boa, sou tão mal como o próprio homem quando está livre mas, por outro lado, desejo ser livre como qualquer pessoa deseja.
___ Estou ficando alucinado! (e continuou a destruir).
O gênio atômico irritado, disse pela última vez:
___ Eu estava lutando entre o meu lado mal e o bom, mas, já que destruístes a minha cápsula de proteção serás atingido pela maldição e eu sou a própria morte liberada.
Vendo no centro do objeto aquela coisa pequenina, o dono do ferro velho questionou e exclamou:
___ Como te chamas? Não podes fazer nenhum mal, pois, és tão pequeno, que posso te destruir num só golpe!
___ Aí é que está o meu poder! Quanto mais me transformares em partículas mais eu me torno poderoso e perigoso. Quanto a minha identidade, sou conhecido como Césio, apelidado de Cs, o meu número atômico é 55 e o meu peso atômico é 132,905; e agora que estou liberado eu tenho o poder da morte. Eu sou a morte invisível, neste momento, estou me incorporando em você (eu serei você e você será eu) na sua mulher e filha, sem falar em todos os objetos que estão por aqui. Vocês de agora em diante serão os meus servos e levarão consigo o estigma da morte que é o meu símbolo real Cs, e todos que se aproximarem de vocês serão contaminados com minha aura radioativa, formando assim, uma cadeia nuclear. Eu tomarei conta dos seus corpos e das suas almas, vocês serão como eu, a própria morte ambulante e em pessoa.
E assim foi cumprida a maldição da morte, quem não morria ficaria marcada para sempre com o estigma da mutilação, ou então, teria no futuro uma morte lenta e dolorosa. Foi formado assim, um ciclo atômico entre as pessoas.
Moral da história: Cuidado com os cérebros (usinas nucleares) dos gênios (cientistas) pacifistas ou militares que têm uma única finalidade levar a morte para todo o planeta Terra de maneira irreversível pela radiatividade atômica. Apelo ecológico aos Direitos Humanos.

Por: Ernani Serra

Pensamento: A saúde como a fortuna, deixam de favorecer aos que abusam delas.

Saint Evremont