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30 de abr de 2010

Dois Pesos e Duas Medidas


Não é concebível que haja discriminação no setor trabalhista, é o caso, de pessoas que conseguem se inscrever em concursos públicos e passam nos testes e só depois, é que, descobrem que o concursado é analfabeto e, anula o seu direito legítimo de exercer a profissão. Isso aconteceu no Estado de Pernambuco quando um agricultor foi submetido a prova de múltipla escolha e passou, mas o Ministério Publico achou por bem cancelar o seu direito por ser o candidato um analfabeto. Por que não se descobriu antes, no ato da inscrição? O que ele escolheu foi uma profissão de Vigilante que na prática não exige muito de leitura, ele deveria ser admitido por ter passado no concurso público de uma Prefeitura do Interior de Pernambuco e esta, deveria colocá-lo num curso de alfabetização e não, usurpar o direito legítimo do candidato que num teste de 30 itens de múltipla escolha, conseguiu acertar 21 ítens conseguindo assim o direito a vaga de Vigilante. o Sr. José (agricultor e analfabeto) tem o direito de exercer a sua profissão. A culpa não foi dele, foi de quem deixou ele fazer as provas e portanto tem o direito adquirido pela Constituição Federal.

Enquanto isso acontece em empresas privadas e estatais de exigirem dos candidatos os cursos: completo do fundamental II, do ensino médio e até o ensino superior. Há muitas exigências para cargos que não são tão importantes na vida pública ou privada.

No entanto, não se exige muito ou quase nada para as profissões de políticos que deveriam ter o ensino superior concluido pelo fato dos mesmos terem a responsabilidade de dirigir uma nação. Qualquer zé ninguém pode ser um vereador, um deputado, um senador e até um Presidente da República.

Não é justo exigir tanto de tão poucas responsabilidades e não exigir nada de tão grandes responsabilidades, isso é incoerente.



Por: Ernani Serra

Pensamento: Quando o amor-próprio é ferido, o homem luta como um animal acuado para recuperar os brios.