Leitores Online

19 de fev de 2011

Fome Mundial


Não tem programa milagroso que venha acabar com a fome do mundo. Enquanto a humanidade não se conscientizar que deve fazer programas com anticoncepcionais para evitar a explosão demográfica, esta humanidade estará correndo risco de miséria social e de extinção.

Cada vez que um país entra em crise política com recessão ou inflação a fome aumenta com a crise de desemprego e custo de vida muito alto.

A fome se combate com empregos, diminuição de natalidades e infra-estrutura social e não através de paliativos de programas sociais que só servem para fazer propaganda política antecipada e não chega a lugar nenhum.

Não é dando dinheiro nem alimentos que se acaba com a fome social. O dinheiro corrompe o projeto e torna-se uma areia movediça num projeto que nunca para de absorver as milionárias verbas federais.

O dinheiro e os alimentos só servem para casos de emergências temporárias e nunca para uma fome crônica provocadas por desempregos e estiagens longas. Com programas de dinheiro fácil as pessoas se acomodam, ficam preguiçosas e aumentam o número de parasitas da fome e vão se sentir como mendigos e inúteis.

Temos que programar uma situação de trabalho para que os famintos se sintam úteis; dignos do dinheiro que recebem e se orgulhem do seu labor. Essa aplicação de trabalho pelo Estado, além de matar a fome, deve voltar em forma de lucros para os cofres estatais, na ampliação de uma nova frente de trabalho para combater a fome.

É de interesse mundial que haja reflorestamento com irrigações como vem fazendo no deserto em Marrocos e no Estado de Israel. Nos lugares desérticos e secos devem-se fazer perfurações de poços artesianos e a obrigatoriedade de plantarem bastantes árvores frutíferas diversificadas e em extinção.

Evitar o êxodo rural e incentivar a volta ao campo aos que estão nas megalópoles, (cidades inchadas), oferecendo terras férteis, mas de usufruto com assistência de cooperativas.

Nessas grandes cidades onde há morros, palafitas... e uma comunidade de baixa renda ou miserável, se combate a fome das crianças e adolescentes com escolas profissionalizantes nos bairros. Temos que preparar os jovens para o trabalho e não para a ociosidade que é geradora de necessidades fisiológicas e de marginalidade. As faltas de espaço nas comunidades geram agressividades nas crianças e adolescentes com vícios e crimes.

Em vez dos governantes ornamentarem as ruas, avenidas e praças com árvores que só dão folhas e sombras, deveriam substituir por árvores frutíferas para matar a fome dos pedestres necessitados, e evitaria a extinção de muitas árvores frutíferas.

A fome existirá sempre no mundo, em maior ou menor porcentagem, dependerá da boa vontade política e social dos governantes de cada país.










Por: Ernani Serra
Pensamento: Não se nasce jovem, torna-se jovem.
Renée de Tryon-Montalembert