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18 de mar de 2011

Elefantes Brancos


O Brasil nas últimas décadas esteve passando por um espírito altruístico, de querer ajudar o mundo necessitado e se esquecendo do seu próprio mundo que está carente de necessidades urgentes. Não se deve tirar a cruz dos outros para não aumentar o peso da nossa cruz.

O Brasil em décadas anteriores, deu de fundo monetário e emprestou uma soma milionária a um país sul-americano, e quando esse país quis pagar o débito, o Brasil não quis receber. Mui amigo! Também demos de Papai Noel para países africanos.

Se esses países estrangeiros estão em crise política é porque não souberam administrar ou foram corruptos dentro deles. Mandar verbas em dólares não estará ajudando o povo daquele país e sim, os políticos corruptos e maus administradores; e a crise vai continuar, e o Brasil vai sentir falta desse dinheiro que deu de mão-beijada.

A melhor ajuda a esses países é através do intercâmbio comercial, com troca de produtos de ambas as partes (importados e exportados). Nunca evadir capital sem a obtenção de lucros, pois, se torna antipatriótico e deixa o país em déficit orçamentário.

Devemos também, evitar os desperdícios internos com os elefantes brancos, ou seja, as obras de estradas e pontes que foram abandonadas (que não chegam a lugar nenhum, nem ligam coisa alguma), ou alguma coisa suntuosa que começou e não terminou, foram abandonadas pelo caminho. As obras ficam a mercê da intempérie da natureza, se desgastando, tomando espaço sem nenhuma finalidade. Tudo isso é um desperdício de dinheiro público, um crime contra a nação.

Outro ato de desperdício de capital, foi à construção do gasoduto Brasil/Bolívia, foi uma verdadeira sangria de um produto em natura que é excedente no Brasil. Na época o custo da obra foi de dois bilhões de Dólares que só beneficiou a Bolívia. Se esses bilhões de Dólares estivessem sido investidos em gasodutos brasileiros, da fonte aos terminais marítimos, com aproveitamento total do gás inatura, então, teríamos muito lucro e não perdas como foi o caso com a Bolívia na construção desse elefante branco.












Por: Ernani Serra
Pensamento: Ó velhice, eis aqui, rumo ao fim de nossos passos humanos!
Saint-John Perse