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25 de mar de 2011

Funai - Órgão ausente


A Fundação Nacional do Índio (FUNAI) é o órgão do Governo Federal brasileiro que estabelece e executa a política indigenista no Brasil, dando cumprimento ao que determina a Constituição brasileira de 1988.

A FUNAI foi criada em 1967 em substituição do “Serviço de Proteção ao Índio” (SPI), este por sua vez, criado em 1910.

Compete a FUNAI promover a educação básica aos índios, demarcar, assegurar e proteger as terras por eles ocupadas, estimular o desenvolvimento de estudos e levantamentos sobre os grupos indígenas. A Fundação tem, ainda, a responsabilidade de defender as comunidades indígenas, de despertar o interesse da sociedade nacional pelos índios e suas causas, gerir o seu patrimônio e fiscalizar suas terras, impedindo ações predatórias de garimpeiros, posseiros, madeireiros e quaisquer outras que ocorram dentro de seus limites e que representem um risco à vida e a preservação desses povos.

Na teoria tudo está funcionando perfeitamente, mas na prática, funciona de maneira inversa.

Para começar os escritórios e postos da FUNAI ficam sempre nos centros comerciais (nas Capitais) à quilômetros de distâncias das tribos indígenas.

Os índios vivem abandonados sem nenhuma educação básica promovida pela Fundação.

Quanto à demarcação de terras indígenas houve muitas pressões externas e depois de muitos anos, foi que fizeram uma demarcação para umas etnias,



a maioria das tribos ficaram sem terras definidas.

Os índios vivem sendo explorados e enganados como sempre foram pela civilização branca. Houve os seguintes casos de invasão em territórios indígenas:

Os garimpeiros entraram ilegalmente em terras indígenas para garimpar diamantes e a FUNAI nada fez para impedir essa invasão e nem os índios participaram daquela riqueza, e continuaram na miséria.

Outra invasão foi para plantar maconha em território indígena com a conivência dos índios que recebiam migalhas dos exploradores. Onde estava a FUNAI que não defendia os índios desses traficantes?

Os posseiros invadiram terras indígenas, construíram casas e fizeram lavouras. A FUNAI fez vista grossa.

Os madeireiros entraram em terras indígenas e destruíram as árvores, teve até uma tribo que ficou sem árvore e não tinha nem madeira para fazer o fogo para cozinhar, alguns brancos com pena trazia pedaços de madeira da periferia da cidade.

Algumas tribos estão abandonadas numa promiscuidade total, com jovens se drogando, viciados em bebidas alcoólicas e até adolescentes se prostituindo nas praças públicas das cidades próximas de sua comunidade tribal. Cadê a responsabilidade da FUNAI em defender essas comunidades que estão perdendo suas origens e ficando aculturados numa sociedade discriminatória.

Quando os índios se sentem ameaçados pelos brancos e procuram a FUNAI e a Polícia Federal, ambas, nada fazem por essas infelizes criaturas abandonadas, promíscuas e se tornando mestiças e vivendo em barracos miseráveis.

Há muitas décadas houve um caso de um branco amarrar o índio e estuprar a sua mulher em sua frente, e a Aeronáutica na época foi acionada para ir a socorro dessa índia que foi levada ao hospital da cidade mais próxima e nada fizeram com o estuprador por ser um homem branco.

A FUNAI no momento está como figura decorativa e como cabide de emprego para o funcionalismo público federal. Os índios não têm quem os defenda, estão abandonados a própria sorte, está a caminho da extinção, como foram todos os seus ancestrais esmagados pelos homens brancos (civilizados).

Houve outrora uma epidemia de gripe numa tribo que matou milhares de índios que não tinham anticorpos para resistir ao vírus, por pouco não foram extintos.











Por: Ernani Serra
Pensamento: Ninguém é tão velho que não acredita poder viver mais um ano.
Cícero