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13 de mar de 2011

Provas de livre escolha


Esse tipo de prova deixa muito a desejar dos candidatos. São provas fáceis de serem fraudadas, apadrinhadas e são aprovadas, às vezes, pessoas sem capacidade, analfabetas.

Esse tipo de prova não mostra a capacidade de alunos no teste de admissão e nem nos vestibulares, nem de candidatos ao serviço público em concursos. São testes em que os candidatos quando não sabem a resposta do quesito, escolhe entre as cinco opções e assinala uma, isso se chama de chute no escuro.

Foi assim que um candidato à vaga de vigilante no interior de Pernambuco conseguiu passar nas provas da Prefeitura de sua cidade, chutando, porque era analfabeto. Depois que o candidato passou nas provas foi que descobriram que ele era analfabeto e impugnaram a sua admissão. No ato de receber o dinheiro da inscrição ao concurso, ninguém procura saber o grau de escolaridade dos candidatos. Depois que passam nas provas é que se escandalizam. Esse candidato deveria ser admitido na Prefeitura porque a Constituição Federal do Brasil o ampara NOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS – XXXVI – a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada.

Ele entrou com mérito, passou nas provas, o erro foi da administração da Prefeitura, por conta disso, o Prefeito desse Município deveria admiti-lo como manda a Lei e coloca-lo numa escola pública de alfabetização, já que o cargo que ele aspira não é de tanta importância.

O caso mais importante foi para Deputado Federal, Tiririca um ex-palhaço de circo que foi empossado por justa causa no Congresso Nacional.

No ato de sua inscrição no partido escolhido não procuraram saber a sua escolaridade, mas quando Tiririca foi eleito e conquistou o sufrágio popular, apareceram àqueles alcagüetes alegando que ele era analfabeto. Felizmente, comprovaram que ele sabia pelo menos assinar o nome e empossaram no cargo, no Poder Legislativo do Brasil. Ele não teve culpa nenhuma quem manda os partidos não investigarem os seus candidatos e muito menos a Constituição Federal não exigir para esses cargos um pessoal mais competente intelectualmente.

As provas de livre escolha ajudam muito na corrupção no ato de apadrinhamento político para concursos públicos e também nos testes de admissões para colégios importantes onde existe influência de poder externa com conivência da diretoria.

Por que não voltam às antigas provas de tirocínio que realmente separavam o joio do trigo, ou seja, só passavam quem realmente sabiam não havia meio termo e nem incapazes sendo capacitados.












Por: Ernani Serra
Pensamento: Os professores são cozinheiros do conhecimento que preparam carinhosamente o alimento para uma platéia sem apetite. Nunca os alunos estiveram tão alienados.
Augusto Cury
(Do livro: Código da Inteligência)