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7 de abr de 2011

Extinção de Espécies


Estudo publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), em 2005, afirma que a Terra está passando por um novo período de extinção em massa. Estima-se que cerca de 27 mil espécies de seres vivos desapareçam do planeta a cada ano, muitos nem sequer descritas pela ciência. Ainda que a extinção seja natural em um sistema em evolução, o atual ritmo é alarmante, acelerado pelas ações humanas. A União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), em sua Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas de Extinção em 2008, alerta para o fato de que um em cada quatro mamíferos corre risco de extinção. Estudo publicado pela revista britânica Nature, em 2003, estima em 90% a redução da população dos grandes peixes oceânicos, como o atum, o peixe-espada, o tubarão e o bacalhau, desde o início da pesca industrial, em 1950. Nos últimos 40 anos, o consumo de peixe cresceu 240%, segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O desaparecimento de espécies afeta a teia alimentar, podendo extinguir ecossistemas inteiros.

No Brasil, o Ministério do Meio Ambiente divulgou em 2008 o Livro Vermelho da Fauna Brasileira Ameaçada de Extinção, que lista 627 animais em perigo. A relação, com dados sobre as espécies coletados até 2004, traz 160 aves, 154 peixes, 130 invertebrados, 78 invertebrados aquáticos, 16 anfíbios, 69 mamíferos e 20 répteis cujas populações estão diminuindo drasticamente.

O Ministério do Meio Ambiente constatou que, em 20 anos, quase triplicou o número de espécies ameaçadas no país. Os biomas cerrado e mata Atlântica são os mais afetados, pois concentram 78,3% das espécies ameaçadas. A lista diz respeito a mais de 10% dos mamíferos conhecidos do Brasil, embora dois outros grupos agreguem o maior número de espécies ameaçadas: os peixes e os animais invertebrados. (Fonte: Almanaque Abril – 2009).

Comentário: Se o Novo Código Florestal for aprovado pelos congressistas, 80% da fauna e flora serão extintas no Brasil.

O Código Florestal foi criado há 45 anos para defender as florestas, mas esse Novo Código Florestal querem diminuir: a floresta Amazônica em 50%, a redução de 30m para 15m das APPs nas margens dos riachos (com até 5m de largura) que compõe 90% da malha hidrográfica nacional.

Querem anistias de multas e redução das Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Os produtores ruralistas não deveriam estar em áreas florestais, principalmente as áreas da Amazônia cujo solo é arenoso e não é fértil, em pouco tempo, o solo vai ficando fraco e se transforma em areal. Estão expandindo a economia mais está estrangulando as florestas com seus biomas e reduzindo tudo a pastos e áreas agrícolas que num futuro próximo vai se tornar árido e deserto.

Esse Novo Código Florestal deveria estar defendendo a natureza e não os interesses econômicos e financeiros dos produtores rurais.










Por: Ernani Serra
Pensamento: Compreenda o mundo e o Universo e passará a compreender a si mesmo.
(2012 – A ERA DE OURO)