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2 de mai de 2011

Acordo Ortográfico


O idioma do Brasil não deveria ser chamado de idioma português, e sim, brasileiro, porque a língua falada neolatina no Brasil se distanciou muito da original neolatina de Portugal.

Não sei o porquê do idioma do Brasil ainda está submisso aos portugueses quando deveríamos nós brasileiros ter feito a nova ortografia e não, pelo Acordo assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990 pelos portugueses. O Acordo foi aprovado no Brasil pelo Decreto Legislativo nº. 54, de 18 de abril de 1995. Parece até que ainda somos colônia de Portugal.

A meu ver, o acento grave (crase) e o hífen são tão desnecessários quanto o trema que foi extinto.

A finalidade da gramática atualizada e moderna deve ser de facilitar a escrita popular e não tornar complexa a morfologia. Quanto menos regras melhor para se estudar e aplicar. Veja como fica sem estética uma palavra que se escreve separado sendo ligadas por duas vogais ou por um hífen inútil.

O acento grave é pouco e mal usado pela maioria dos brasileiros. Tem tantas regras que dificulta a aplicação correta da crase. A crase deveria ser abolida porque com o acento grave ou sem ele não faz nenhuma diferença, a frase é compreendida da mesma maneira, se tornando supérfluo o uso da crase.

Quanto aos compostos a sua aplicação exige uma série de regras complexas para o uso do hífen. Se o hífen fosse eliminado não alteraria em nada o sentido da palavra, esse é um sinal gráfico que considero inútil para palavras compostas.

No meu modo de ver e evitar complicações seria mais racional e compreensível se ambos os casos supracitados passassem a não existir hífen e crase.

NOVA ORTOGRAFIA:

Concordo com a volta do K, W e Y porque usamos em palavras estrangeiras e símbolos de pesos e medidas e nomes próprios.

Emprego do hífen com prefixos.

Regra básica, sempre se usa o hífen diante de h. Ex: anti-higiênico, super-homem.

Outros casos:

1º Prefixo Terminado em Vogal:

Sem hífen diante de vogal diferente. Ex: autoescola, antiéreo, aeroespacial, agroindustrial.

Sem hífen diante de consoante diferente de r e s. Ex: antiprojeto, semicírculo, extraconjugal, extramatrimonial.

Sem hífen diante de r e s. dobram-se essas letras. Ex: antirracismo, antissocial, ultrassom.

Com hífen diante da mesma vogal. Ex: contra-ataque, micro-ondas.

2º Prefixo Terminado em Consoante:

Com hífen diante da mesma consoante. Ex: inter-regional, sub-bibliotecário.

Sem hífen diante de consoante diferente. Ex: intermunicipal, supersônico.

Sem hífen diante de vogal. Ex: superinteressante.

Observações:

1 – Com o prefixo sub, usa-se o hífen em palavras iniciada por r. Ex: sub-região, sub-raça.

As palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem o hífen. Ex: subumano, desumano.

2 – O prefixo co junta-se a segunda palavra iniciada por o. Ex: coobrigação, coordenar, cooptar, cooperar, coocupante.

3 - Com os prefixos circum e pan usa-se o hífen diante da palavra iniciada por m, n e vogal. Ex: circum-navegação, pan-americano, circum-marítimo.

4 – Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen. Ex: vice-rei, vice-almirante, vice-presidente.

5 – Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre hífen. Ex: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu.

6 – Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, exemplo:girassol,madressilva,mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista.

Veja a inutilidade de tantas regras para se decorar e complicar a escrita da gramática quando deveria ser mais simples e prática.










Por: Ernani Serra
Pensamento: O Tempo é só um Portal, o que for para ser já é.
(2012 – A ERA DE OURO)