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28 de mai de 2011

Mata Atlântica - Crime Ambiental



A destruição da Mata Atlântica começou no início da colonização européia, com a extração do pau-brasil e continua até os dias atuais.

Apesar de toda a destruição que o ecossistema vem sofrendo, aproximadamente 100 milhões de brasileiros dependem desta floresta para a produção de água, manutenção do equilíbrio climático e controle da erosão e enchentes.


Este ecossistema está reduzido a menos de 7% de sua extensão original, dispostos de forma fragmentada ao longo da costa brasileira, no interior das Regiões Sul e Sudeste e além de trechos nos Estados de Goiás, Mato Grosso do Sul e no interior dos estados nordestinos. Do que se perdeu, pouco se sabe; milhares ou milhões de espécies não puderam ser conhecidos. Das espécies vegetais, muitas correm riscos de extinção por terem seu ecossistema reduzido, por serem retiradas da mata para comercialização ilegal ou por serem extraídas de forma irracional como ocorreu com o pau-brasil, atualmente ocorre com o palmito entre muitas outras espécies.

Todos os principais ciclos econômicos desde a exploração do pau-brasil, da mineração do ouro e diamantes, a criação de gado, as plantações de cana-de-açúcar e café, a industrialização, a exportação de madeira e o avanço imobiliário, e o mais recentemente, o plantio de soja e fumo, foram passo-a-passo desalojando a Mata Atlântica.

Historicamente, os setores agropecuários, madeireiros, siderúrgicos e imobiliários pouco se preocuparam com o futuro das florestas ou com a conservação da biodiversidade, pelo contrário, sempre agiram objetivando o maior lucro no menor tempo possível. O mais grave é que esta falta de compromisso com a conservação e, muitas vezes, até o estímulo ao desmatamento partiram dos governos do Brasil.

Em 1917, O Ministro da Agricultura, Indústria e Comércio solicitava ao Governo Federal e aos governadores dos Estados que fizessem ampla campanha estimulando o corte de nossas florestas para exportação ao mercado Europeu depois que terminasse a 1ª Guerra Mundial.

Em 1924, um orador disse: “Entre nós é nulo o amor por nossas florestas, nula a compreensão das infelizes conseqüências que derivam de seu empobrecimento e do horror que resultaria de sua completa destruição. Fortalecer o sentimento (de conservação) é uma medida de necessidade urgente”. Urge que os governos oponham um dique à onda devastadora de madeiras, que ameaça transformar nossa terra em um deserto.

De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) juntamente com a Fundação SOS Mata Atlântica divulgaram o desmatamento por satélite sobre o desmatamento na Mata Atlântica, os números são desanimadores, mostraram que o desmatamento cresceu assustadoramente. Há pouco tempo foram feitas estatísticas que assustaram com relação a Região Amazônica.

Omissão e negligência são crimes e todos aqueles que hoje têm a obrigação legal de fiscalizar e impedir que nosso patrimônio seja destruído incorrem nesses crimes. Sucessivos governos estão sacrificando o futuro do país e das próximas gerações em prol de políticas mesquinhas de favorecimento de aliados políticos ou projetos pessoais. Quando por outro lado, a obrigação de fazer fere os interesses políticos, as desculpas são as mais variadas, e representantes do Estado agem impunemente como se a constituição e toda legislação vigente não existissem. Pesquisa em fontes diversas.









Por: Ernani Serra
Pensamento: Quando existe a convicção de que está havendo um avanço diário, mesmo que de um passo apenas, pode se sentir pela vida uma razão de viver.
Elaine Moreno Ibanez