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20 de jun de 2011

Acordo Ortográfico 2



Quero saber para quem servem esse novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no Brasil, quando o Estado está querendo abolir essa linguagem erudita por um livro didático, intitulado “Por uma Vida Melhor” da professora Heloísa Ramos que foram distribuídos pelo Ministério da Educação (MEC) em toda rede de ensino, para ensinar aos jovens estudantes a aprenderem o português errado ou popular, como se no Brasil fosse comum todo mundo falar errado. O título desse livro deveria ser: “Por uma Vida Pior”.

É uma vergonha nacional um ministério de educação e uma Presidente da República admitir essa aberração gramatical, deixando esse idioma disforme, e sem nenhuma utilidade para o futuro dos jovens brasileiros, se tornarem uma referência da Língua Portuguesa.


O nosso idioma é muito complexo, difícil, mas muito bonito quando dominado na íntegra, é só ter bons professores, uns bons livros didáticos e alunos que queiram aprender a falar bem o português, que mereçam o nome de estudantes e não de pseudo-estudantes.

Se continuar assim, no futuro nem os professores sabem mais falar o idioma erudito da Língua Portuguesa.

ACORDO ORTOGRÁFICO

TREMA – O trema foi abolido das palavras do idioma português com exceções de nomes próprios estrangeiros, suas derivações e certos idiomas estrangeiros, como por exemplo, o alemão, usa muito o trema nas palavras.

DUPLA GRAFIA

a - De maneira diferente de Portugal e do Brasil. Exemplos: aspeto e aspecto; caracter e caráter; facto e fato; ceptro e cetro; amnistia e anistia; indemnizar e indenizar; dição e dicção; corruto e corrupto.

b - É aceita a dupla grafia em palavras que têm acento circunflexo no Brasil e agudo em Portugal. Exemplos: bebê e bebé; crochê e croché; matinê e matiné; tênis e ténis; cômodo e cómodo; anatômico e anatómico; Antônio e António.

ACENTO AGUDO

a – Cai o acento agudo nos ditongos abertos “ei” ou “oi” das palavras paroxítonas. Ex.: assembleia, ideia, boleia, androide e tiroide.

b – Cai o acento agudo nas vogais tônicas “i” e “u” nas palavras paroxítonas quando precedidas de ditongo. Ex.; baiuca e feiura.

ACENTO DIFERENCIAL

Acaba o acento diferencial em palavras homófonas (com o mesmo som). Ex.: “pára” do verbo parar e “para” preposição; “pêlo” substantivo e “pelo” preposição.

EXCEÇÕES

a - Permanece o acento diferencial na palavra “pôde” e “pôr” do verbo poder.

b - Permanece o acento que marcam o singular e o plural nos verbos ter e vir. Ex.: ele tem; eles têm; ele vem; eles vêm.

c - É facultativo o acento em “demos” do verbo dar; e no substantivo “fôrma”.

d – São aceitas duas grafias para certas formas flexionadas dos verbos aguar, apaziguar, averiguar, enxaguar e afins. Se o “u” for tônico, ele deixa de ser acentuado, como em: averigue, enxague e argui e apazigue. Se o “a” e o “i” forem tônicos, eles devem ser acentuados como em: averígue, enxágue, apazígue.

ACENTO CIRCUNFLEXO

a – Cai o circunflexo no hiato “oo”. Ex.: abençôo, vôo e enjôo passam a ser: abençoo, enjoo e voo.

b – Cai o circunflexo no hiato “ee” dos verbos: crer, dar, ler, ver e seus derivados, como em: creem, deem e leem, veem e releem.

Quanto ao hífen, já foi escrito na Crônica Acordo Ortográfico nº.01.










Por: Ernani Serra
Pensamento: A educação e a instrução é a luz que ilumina a humanidade.
Ernani Serra