Leitores Online

23 de ago de 2011

Ciência - Longevidade.Morte


Os cientistas já dizem: Queremos vencer a morte. De certa forma, o homem já está ganhando a batalha contra a morte.

No início do Século XX, a expectativa de vida no Brasil era de pouco mais de 30 anos. Hoje, a média supera os 70, ou seja: conseguimos duplicar o tempo de vida em cerca de um século. Será que no futuro, as pesquisas genéticas poderão encontrar uma “cura” para o envelhecimento? O bioquímico Aubrey De Grey, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, acredita que a expectativa de vida poderá ser estendida para até mil anos nas próximas décadas e que, a imortalidade, em breve, será mais uma escolha ética (já que a pressão populacional seria insuportável em um planeta em que ninguém morre) do que de viabilidade técnica.

“Se o envelhecimento é um fenômeno físico em nosso corpo, o avanço da medicina poderá atacar a velhice da mesma forma como faz com as doenças”, diz o cientista. Para isso, segundo ele, será necessário solucionar os seguintes problemas:

Combate a degeneração celular – As células que formam os tecidos de órgãos vitais como o cérebro e o coração deixam de se renovar após um tempo. Para evitar esse processo, seria necessário encontrar maneiras de estimular o crescimento e a reposição delas – algo que poderia ser feito, em tese, por transfusões periódicas de células-tronco projetadas para substituí-las.

Eliminação das células não desejáveis – Novas tecnologias poderão combater a proliferação de células de gordura responsáveis por doenças como o diabetes e de outros tipos de células danosas – como as que se acumulam nas cartilagens das juntas do corpo. A dificuldade é eliminá-las sem danificar as células saudáveis.

Mutação nos cromossomos e nas mitocôndrias – O câncer é o dano mais conhecido causado por essas mutações nos cromossomos. Para combatê-lo, será preciso eliminar as enzimas responsáveis pela resistência das células cancerígenas. As mitocôndrias, responsáveis pela produção de energia das células, também são suscetíveis a mutações que precisam ser eliminadas. Fonte: Almanaque Abril 2008.

Comentário: Tudo isso que esse cientista britânico está dizendo não vai acontecer nem há mil anos quanto mais nas próximas décadas. Com a população atual nascendo mais, (com o apoio da medicina e da economia), e morrendo menos; já estamos com problemas de explosão demográfica mundial, causando a expansão humana e o encolhimento territorial com a falta de alimentos vegetais e animais.

Mais bizarra é a afirmação de vida eterna, a vida continuará sendo uma passagem temporal, pois isso é um fenômeno natural e irreversível, só na cabeça de cientista que essa utopia de vida eterna pode ser realizada. Onde estão os acidentes, crimes, guerras, micróbios, bactérias... Para impedir que cheguem aos mil anos e a vida eterna na imaginação da ciência.
A ciência e a economia podem aumentar os anos de vida, mas a velhice chega implacável é questão só de tempo.

A ciência poderia no futuro criar medicamentos que renovassem as células para que as pessoas morressem com aspecto jovem e de maneira natural e com mais longevidade, mas impossível, impedir a morte.












Por: Ernani Serra
Pensamento: Só os mortos conhecem o fim da guerra.
Platão