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30 de nov de 2011

Anfitrião Macabro


No dia 12 de agosto de 2001 houve a chacina macabra dos portugueses, ocorrido em Fortaleza na Praia do Futuro, que resultou na morte de seis empresários portugueses: António Correia Rodrigues, Vitor Manuel Martins, Joaquim Silva Mendes, Manuel Joaquim Barros, Joaquim Fernandes Martins e Joaquim Manuel Pestana da Costa.

Esse assassinato em massa foi planejado por Luís Miguel Militão, de nacionalidade portuguesa que convidou os empresários para visitar a cidade. A motivação do crime foi financeira.

Os turistas foram recebidos no aeroporto por Luís Militão e Manoel Cavalcante, que convenceram os seis a dispensar a agência de turismo, e irem direto para uma barraca na Praia do Futuro, com a promessa de que encontrariam mulheres e bebidas alcoólicas. Os portugueses foram rendidos e presos enquanto Militão usava os cartões deles para sacar dinheiro.

Luís Militão foi preso no dia 23 de agosto de 2001, quando a Polícia Federal revelou que R$ 46 mil Reais tinham sido sacados das contas dos empresários. Ele confessou o crime e entregou os comparsas.

Em 21 de fevereiro de 2002 o julgamento dos assassinos foi concluído.

Luís Miguel Militão foi condenado a 150 anos de prisão. Manoel Lourenço, Leonardo Sousa Santos e José Jurandir Pereira Ferreira foram condenados há 120 anos. Raimundo Martins, apontado no processo como o mais violento de todos, pegou 162 anos.

Em março de 2010 a imprensa portuguesa noticiou que o mentor da chacina Luís Militão estaria a escrever um livro sobre a versão do crime e suas difíceis condições financeiras.

Segundo o extinto jornal 24 Horas de Portugal, a obra do facínora seria lançada pela Editora Guerra e Paz.

Segundo relatos por Militão divulgados pelos 24 Horas, trazia o seguinte:

“O rosto deles era de pânico e senti que alguns desconfiavam do meu envolvimento no sequestro (...) foi à última vez que vi aqueles seis homens, compatriotas e pais de família.”

“Quando a primeira vítima (António Rodrigues) atendeu ao telefone, recebeu uma paulada. Levaram o corpo e atiraram-no dentro do buraco na cozinha. (...). Ronaldo foi buscar o segundo refém (Antório Martins). O plano era o mesmo (...). Levaram o terceiro (Joaquim Pestano). Foi atirado no buraco com os outros.”

Alguns deles ainda estavam respirando e foram enterrados vivos. Fonte: Wikipédia.

Comentário:
Já se passaram 10 anos dessa macabra cena dantesca na Praia do Futuro. Foi chocante esse espetáculo criminoso de um meliante português em matar seus compatriotas a pauladas, facadas, a tiros e enterrar ainda com vida, sem um mínimo de remorso, sem pensar no sofrimento das famílias das vítimas, um criminoso de mente serial e frio, um monstro.

Um meliante desse tipo não deveria estar vivo, mas, como deve ter dinheiro para pagar sua estadia no presídio, deve estar em cela individual, num apartamento quitinete, com todas as mordomias. O que não ocorreu com o infeliz Marcos Mariano da Silva do Recife-PE, que era pobre e ficou cego e tuberculoso no presídio.

O meliante português apesar do seu crime bárbaro deve estar com boa saúde e até se tornou escritor de sua história macabra dentro do presídio.

A justiça é cega e tem uma balança com dois pesos e duas medidas como simboliza a sua estatueta, representando a justiça.

São hilárias as sentenças de 120, 150 e 162 anos de prisão, isso é uma bela propaganda enganosa das leis judiciais, quando se sabe, que o máximo que um bandido pode ficar no presídio e de 30 anos preso, sem falar no bom comportamento e receber uma liberdade condicional com todas as regalias de um cidadão honesto.

Que o Brasil fique de olho nesses criminosos que deverão sair da prisão em breve por bom comportamento e muitas outras saídas jurídicas dentro das falhas das leis brasileiras que estão obsoletas, e arcaicas no tempo e no espaço.

Espero que o Brasil tenha boa memória para não soltar esses bandidos, nem dar regalias dentro dos presídios e que, eles cumpram os 30 anos já que não podem cumprir a condenação dada no Fórum porque a lei não permite.

Tem que haver com urgência uma Reforma Judicial nesse país para que haja justiça…











Por: Ernani Serra
Pensamento: Sinto vergonha de mim, por ter sido educador de parte deste povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade, e por ver este povo já chamado varonil, enveredar pelo caminho da desonra...
Rui Barbosa