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17 de jan de 2012

Charles Chaplin


Charles Chaplin nasceu em 16 de abril de 1889, em Londres – Inglaterra, de família pobre e órfão de pai, ele cresceu e se tornou um grande homem, foi o responsável pela criação do cinema mudo, embalou várias décadas com suas comédias que relatavam a vida real.

Chaplin casou-se quatro vezes, sempre com mulheres bem mais jovens, e estas uniões não duravam muitos anos. Com sua segunda esposa, Lila Grey, Chaplin teve dois filhos, e com a quarta esposa, Oona O’Neil, teve oito filhos. Oona tinha apenas dezoito anos quando se casaram em 1943. O casal permaneceu junto até a morte de Chaplin.

Chaplin foi um ator, diretor, roteirista e músico britânico. Chaplin foi uma das personalidades mais criativas que atravessou a era do cinema mudo; atuou, dirigiu, escreveu, produziu e financiou seus próprios filmes. Foi também um talentoso jogador de xadrez e chegou a enfrentar o campeão estadunidense Samuel Reshevsky. Chaplin era canhoto. Chaplin não levava muito em conta estas nomeações, seu filho descreve que ele deixava seu prêmio de 1929 ao lado da porta, para não deixá-la bater. Este fato provocou a ira da Academia de Hollywood. Isto talvez explique porque Luzes da Cidade e Tempos Modernos, considerados dos melhores filmes de todos os tempos, nunca estiveram na lista da Academia.

Acumulou muito dinheiro em sua vida de fama, afinal de contas seus filmes eram vistos em todo mundo, e não há quem nunca tenha ouvido falar de Chaplin, quem nunca tenha visto um quadro, uma foto ou ao menos um desenho seu. Fortuna vai, fortuna vem, como muitos outros artistas, Chaplin nunca soube administrar seus bens e por três vezes esteve à beira da falência, mas sempre deu a volta por cima.

Chaplin estava sendo forçado a gravar seus filmes com som, mas ele se negava, dizia que quando o Vagabundo falasse, perderia totalmente a graça. Todavia, ele gravou o polêmico “O Grande Ditador” um de seus melhores filmes, onde critica abertamente o nazismo e o fascismo.

Durante a Segunda Guerra Mundial e a Guerra Fria, Chaplin fez trabalhos com mensagens políticas: na Segunda Guerra Mundial, ele criticou Hitler e os Nazistas, e na Guerra Fria ele expressou sua simpatia em relação aos pacifistas e comunistas. Por causa de alguns de seus filmes politizados, Chaplin acabou vitima da campanha anticomunista de Joseph McCarthy, conhecida como Macarthismo ou “a caça às bruxas”.

Apesar de ter vivido décadas nos Estados Unidos, Chaplin nunca se tornou um cidadão americano. Ele se considerava um cidadão do mundo, rejeitando e ridicularizando qualquer tipo de patriotismo.

Em 1952, dois dias após partir para a Inglaterra para promover seu novo filme, Chaplin teve seu visto de entrada para os Estados Unidos removido. Ele então foi morar na Suíça, onde viveu até o fim de sua vida com sua esposa Oona e sua família.

Em 1972, 20 anos após ter tido seu visto americano confiscado, Chaplin foi convidado a voltar aos Estados Unidos para receber um Prêmio Honorário, na cerimônia de entrega do Oscar, por suas contribuições á indústria cinematográfica. Na premiação, Chaplin recebeu a maior ovação de toda a história do Oscar. Três anos depois, 1975, Chaplin recebeu uma das maiores honrarias que um artista pode receber: foi condecorado Cavaleiro do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II, obtendo assim seu título de nobreza SIR.

Charles Chaplin faleceu em 25 de dezembro de 1977, com 88 anos, em Corsier-vur-Vevey, na Suíça, ao lado de sua família. Fonte: Sites da Intenet.












Por: Ernani Serra
Pensamento: Uma pessoa pode ter uma infância triste e mesmo assim, chegar a ser muito feliz na maturidade. Da mesma forma, pode nascer num berço de ouro e sentir-se enjaulada pelo resto da vida.
Charles Chaplin