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2 de jan de 2012

Relatividade do Amor


Quando alguém ama sente um desejo de posse e uma satisfação quando está na presença da pessoa amada, são cargas hormonais naturais que atraem como imã os seres de polaridades diferentes para se unirem num só corpo, numa só alma, e gerar o milagre da vida, outro ser vivo.

Nem sempre o amor está nessa condição de procriação, hoje o amor é representado pelo sexo abusivo de prazer e exploração da satisfação carnal, como se fosse um hobby sem nenhuma responsabilidade e às vezes uma armadilha com interesses monetários.

O amor é um sentimento que se vulgarizou e deixou de ser nobre.

O amor está relacionado com o poder social, a pessoa para amar e ser amada é preciso que ela tenha alguma coisa a oferecer neste comércio mútuo de oferta e procura emocional e sentimental.

O amor não é tão sublime assim, quem já amou um mendigo?

Um jovem catador de papel conseguiu com sua bela aparência conquistar o “amor” de uma doutora que não sabia que ele vivia do submundo do lixo reciclável. Um dia ele confiando no amor recíproco pediu para que ela o ajudasse na compra de uma carroça. Isso foi à gota d’água para que o amor se transformasse em decepção, revolta e ódio, ao ponto de dizer muitos desaforos e expulsar o jovem de sua clinica médica. Depois de dias, ela se arrependeu e andou procurando, e nunca mais encontrou o humilhado catador de resíduos recicláveis. Ele, como pobre, mostrou que tinha sentimento, apesar da decepção e mágoa que levou para sempre em seu coração magoado pela desilusão de um amor mercenário.

O amor é um sentimento relativo contingencial dentro da escala social.

Relatividade do amor é o engano quimérico da mente relacionado ao tempo e espaço no prazer hormonal.











Por: Ernani Serra
Pensamento: Coloque a mão na chapa quente de um fogão por um minuto, e parece que foi uma hora. Sente-se junto daquela pessoa especial por uma hora, e vai parecer que foi só um minuto. Isto é relatividade.
Albert Einstein