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3 de abr de 2012

Luxo e Regalias Parlamentares


O deputado federal José Antônio Reguffe (PDT-DF), que foi proporcionalmente o mais bem votado do país com 266.465 votos, com 18,95% dos votos válidos do DF, estreou na Câmara dos Deputados fazendo barulho.

De uma tacada só, protocolou vários ofícios na Diretoria-Geral da Casa.

Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14º e 15º salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9; e tudo em caráter irrevogável, nem que ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030,00 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600,00. Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato.

Se os outros 512 deputados federais seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão.

A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores. Afirmou Reguffe em discurso no plenário. Fonte: Site na Internet.

Comentário:
Como patriota esse deputado federal fez o que deveria ser feito, abriu mão de todas as regalias do mandato, regalias essas que são um absurdo, uma extravagância e um assalto ao erário público, sem falar nos apartamentos de luxo que são oferecidos para morar em Brasília-DF.

Para todos os parlamentares esse jovem deputado não passou de um otário que abdicou de todos os seus direitos constitucionais, mas para poucos, foi um exemplo de dignidade e honestidade, um cidadão brasileiro.

O nosso Congresso Nacional tem talvez o maior número de parlamentares em seus plenários do que em todos os países do mundo, nem por isso, deixaram de ser honestos.

Quanto às mordomias e regalias que recebem, e também, talvez, sejam os mais bem pagos do mundo, mas continuaram a praticar nessas Casas, que “representam o povo”, um número considerável de corruptos, que ainda acham pouco o que ganham dos contribuintes e fazem negociatas por baixo dos panos.

Aqui no Brasil fazem da política um emprego e aposentadoria vitalícia em que o político quando termina o mandato continua a receber como se estivesse na ativa, é o caso dos Governadores de Estado, isso sim é corrupção oficializada por lei.

Ser político no Brasil é ser um Marajá.

Na Suécia os políticos não têm nenhuma regalia extra nem por isso são ladrões, ao contrário, são honestos, patriotas e trabalham pelo bem-estar da sociedade sueca. Está comprovado que não é o valor monetário que faz o homem ser honesto e sim, a formação que vem de berço e do caráter.

Veja o vídeo abaixo sobre essa nação super evoluída e humana.










Por: Ernani Serra
Pensamento: O imposto de renda convencional (progressivo em função da renda produzida) é uma safadeza socialista. Pune os cidadãos e empresas mais eficientes e produtivas em função de seu sucesso no mercado. Induz contribuintes a inventar meios de minimizar o confisco, gastando energia na busca de paraísos fiscais ou artimanhas de sonegação.
Roberto Campos