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19 de mai de 2012

Bonnie & Clyde


Bonnie Elizabeth Parker nasceu em 1º de outubro de 1910 e faleceu em 23 de maio de 1934.

Foi uma famosa criminosa norteamericana que, com o namorado Clyde Barrow e sua quadrilha de assaltantes, cometeu assaltos pelo interior dos EUA no começo da década de 1930, até ser morta pela polícia em 1934. Ela e seu companheiro ficaram conhecidos na história criminal americana como Bonnie e Clyde.

Bonnie teve uma infância pobre e difícil com sua mãe e seus dois irmãos, depois que seu pai morreu quando ela tinha quatro anos, provocando a mudança da família de sua cidade natal de Rowena para Dallas no mesmo estado do Texas.

Apesar da infância na mais absoluta pobreza, ela era uma ótima aluna de inglês e redação que escrevia poemas de qualidade, inclusive vencendo para sua escola um concurso da liga de ensino do Condado em literatura.

Na adolescência, sua facilidade com a escrita fez com que chegasse a trabalhar escrevendo introduções de discursos para políticos locais. Descrita como uma jovem inteligente, de personalidade e força de vontade pelos que a conheceram, Bonnie era uma pequena loira atraente de 1,50 m e 41 kg.

Seu talento para a poesia e a literatura ficou expresso em dois poemas que se tornaram famosos após sua morte.

Bonnie casou-se em setembro de 1926 aos quinze anos, com Roy Thornton, um rapaz da área, mas o casamento durou pouco e eles se separaram em janeiro de 1929 e Roy foi condenado a cinco anos de cadeia por roubo pouco tempo depois.

Em 1930, trabalhando como garçonete, ela conheceu o homem que mudaria sua vida, a levaria para uma vida aventureira e fora-da-lei de crimes, e a tornaria famosa no mundo todo por gerações, Clyde Barrow.

Clyde tinha a mesma idade de Bonnie e ao se conhecerem se apaixonaram imediatamente e Bonnie largou tudo para seguir o bandido. Ela se casou aos 16 anos de idade.

Dali em diante, ela se mostraria uma leal companheira de Clyde e com a ajuda de outros bandidos e do irmão de Barrow, os dois formaram uma quadrilha que aterrorizaria por quase quatro anos o centro dos EUA, assassinando civis e policiais e assaltando bancos, lojas e postos de gasolina.

Sendo mitificados pela mídia americana, até serem mortos numa emboscada, depois de uma longa caçada humana, numa estrada deserta perto de Bienville Parishem, no Estado da Louisiana, em 23 de maio de 1934.

Clyde Chestnut Barrow, ou, como preferia se apresentar. Clyde nasceu em Teleco, no Texas, em 1909, e começou a carreira criminosa roubando um peru, aos 16 anos, logo, seguiram-se os furtos em lojas, residências e o roubo de um carro.

Os dois conheceram-se em 1928, provavelmente na casa de uma amiga comum.

Dali a poucos dias, Clyde foi preso e condenado a dois anos de reclusão. Ela contrabandeou um revólver para dentro da cela, ajudando-o a fugir. Poucas semanas depois, no entanto, ele voltou a ser preso e, desta vez, condenado a 14 anos de cadeia.

Bonnie saiu da prisão em 1932, depois de dois anos de reclusão. Foi a partir daí que surgiu o casal Bonnie & Clyde. A chamada Bloody Barrow Gang fazia tremer o comércio: sinônimo de brutalidade impiedosa, mas também vista como um sinal de revolta contra a miséria, em tempos de crise. Em 1932 houve o primeiro assassinato. Os gângsteres começaram a ser perseguidos por todo o território pela polícia norteamericana.

A gangue entrou em fuga permanente, roubando cada vez mais carros e cada vez mais fortemente armados. Seguiram-se 14 assassinatos e várias escapadas espetaculares dos cercos da polícia.

Em 1934, Bonnie e Clyde libertaram três companheiros de gangue da prisão.

O diretor do presídio, Frank Hamer, que armou a armadilha mortal contra a dupla.

Ele fez contato com o pai de um dos rapazes da gangue e acenou com chances de impunidade, se este colaborasse na prisão da dupla. O golpe deu certo. Acreditando tratar-se de uma pane no carro do cúmplice, Bonnie e Clyde pararam para socorrê-lo, e foram atacados por seis franco atiradores.

A saraivada de tiros acabou com suas vidas, mas iniciou uma lenda na história da criminalidade.

Comentário:
Hoje no Brasil, têm bandidos de todas as classes, desde o bandido de colarinho branco que assaltam os cofres do Estado sem usar nenhuma arma e são intocáveis. Temos os bandidos comuns que são pobres tentando roubar as pessoas nas ruas e casas. Temos também os bandidos que usam dinamites nas caixas fortes eletrônicas e ninguém consegue capturá-los.

Hoje, temos gangues das drogas, da prostituição, de armas... Uma infinidade de mafiosos soltos dentro da sociedade e impunes.


 









Por: Ernani Serra
Pensamento: Quanto mais te poupas agora e segues a carne, tanto mais cruel será depois o tormento e tanto mais lenha ajuntas para a fogueira.
Do livro: Imitação de Cristo