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6 de mai de 2012

Guerra Cibernética


A operação Locked Shields não envolveu explosões, tanques ou armas. Na operação, uma equipe de especialistas em TI atacou outras nove equipes, espalhadas em toda a Europa.

O objetivo era aprender como evitar estes ataques comerciais e militares e mostrou que a ameaça cibernética está sendo levada a sério pela aliança militar ocidental.

Em 2007 sites do sistema bancário, da imprensa e do governo do país foram atacados com os chamados DDoS (sigla em inglês “DISTRIBUIÇÃO DE NEGAÇÃO DE SERVIÇO” durante um período de três semanas, o que agora é conhecido como 1ª Guerra da Web.

Os ataques DDoS são, no entanto, uma arma primitiva quando comparados com as últimas armas digitais.

Atualmente, o temor é de que a 2ª Guerra da Web, se acontecer, possa gerar danos físicos, prejudicando a infraestrutura e até causando mortes.

Ataques mais sofisticados podem fazer coisas como descarrilar trens em todo país, danificar de forma permanente geradores que levariam meses para serem substituídos, podem causar explosões em oleodutos ou gasodutos e podem até impedir que aeronaves decolem, eles podem abrir válvulas de oleodutos a monitorar semáforos. Em breve estes sistemas serão comuns em casas, controlando coisas como o aquecimento central.

Estes sistemas usam o ciberespaço para se comunicar com os controladores, caso hackers consigam entrar nestas redes, em teoria, conseguiriam também o controle da rede elétrica de um país, do fornecimento de água, sistemas de distribuição para indústria ou supermercados e outros sistemas ligados a infraestrutura.

Os ataques DDoS são diretos: redes de milhares de computadores infectados, conhecidas como BOTNETS, acessam simultaneamente o site alvo, que é sobrecarregado pelo tráfeto e fica temporariamente fora de serviço.

O Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos demonstrou a potencial vulnerabilidade dos sistemas SCADA.

O temor é de que um dia, um governo hostil, terroristas ou até hackers que apenas querem se divertir possa fazer o mesmo no mundo real.

Em 2010, Ralph Langner e outros dois funcionários de sua companhia começaram a investigar um vírus de computador chamado STUXNET e o que ele descobriu foi de tirar o fôlego. Esse vírus era inteligente o bastante para encontrar o caminho de computador em computador, procurando sua presa, e também, conseguia explorar quatro erros de software, antes desconhecidos, no Windows, da Microsoft.

Langner precisou de seis meses para analisar apenas um quarto do vírus, mesmo assim, os resultados que conseguiu foram espantosos.

O alvo do STUXNET era o sistema que controlava as centrífugas de urânio na usina nuclear de Natanz, no Irã.

Atualmente se especula que o ataque foi trabalho de agentes americanos ou israelenses, ou ambos, qualquer que seja a verdade, estima que o ataque do STUXNET atrasou em dois anos o programa nuclear iraniano e custou aos responsáveis pelo ataque cerca de US$ 10 milhões, um custo relativamente pequeno.

Os resultados podem ser imprevisíveis e incontroláveis, apesar de alguém poder planejar ataques que possam derrubar o sistema financeiro mundial ou a internet.

O STUXNET estaria fora do alcance da maioria, apenas disponíveis para governos de países avançados.

Ralph Langner afirma que, depois de infectar computadores no mundo todo, o código do STUXNET está disponível para qualquer que consiga adaptá-lo, incluindo terroristas.

Os vetores de ataque usados pelo STUXNET podem ser copiados e usados novamente contra alvos completamente diferentes. Até a um ano, ninguém sabia de uma ameaça tão agressiva e sofisticada.

Se as armas cibernéticas se espalharem, os alvos serão, na maioria, ocidentais, ao invés de alvos em países como o Irã, que tem pouca dependência da internet. Isto significa que as velhas regras de defesa militar, que favoreciam países poderosos e tecnologicamente avançados como os Estados Unidos já não se aplicam mais. Fonte: Correio do Brasil.

Comentário:
O homem moderno está cada vez mais se emaranhando em suas próprias teias tecnológicas, parece até, que tudo que ele faz é para sua autodestruição no futuro.

O ser humano está num caminho que não tem volta tudo por causa da mente criminosa e megalomaníaca de Adolf Hitler e seus asseclas cientistas que iniciaram com a tecnologia militar com o intuito de conquistar o mundo.

Agora o homem está no labirinto da guerra cibernética, está difícil sair dessa armadilha viral, já não bastam tantas outras guerras, como: a nuclear, a química, da explosão demográfica...

Estamos caminhando para o fim da humanidade ou para a paz mundial, isso vai depender do comportamento da mente do homem.










Por: Ernani Serra
Pensamento: O pensamento é real quando exercitado constantemente e se realiza no tempo e no espaço, no físico e no etéreo, é o resultado mental das conquistas da humanidade para o bem ou para o mal.
Ernani Serra