Leitores Online

28 de mai de 2012

A Nova Ortografia 2


Versão atualizada de acordo com o VOLP.

Saiba o que mudou na ortografia brasileira.

HÍFEN:

Uso do hífen com compostos:

Usa-se o hífen nas palavras compostas que não apresentam elementos de ligação. Ex.: guarda-chuva, arco-íris, boa-fé, mesa-redonda, vaga-lume, joão-ninguém, porta-malas, porta-bandeira, pão-duro, bate-boca.

Exceções: Não se usa o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como: girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas.

Usa-se o hífen em compostos que têm palavras iguais ou quase iguais, sem elemento de ligação. Ex.: reco-reco, blá-blá-blá, zum-zum, tico-tico, tique-taque, cri-cri, glu-glu, pingue-pongue, zigue-zague.

Não se usa o hífen em compostos que apresentam elementos de ligação. Ex.: pé de moleque, pé de vento, pai de todos, dia a dia, fim de semana, cor de vinho, ponto e vírgula, camisa de força, cara de pau, olho de sogra.

Incluem-se nesse caso os compostos de base oracional. Ex.: maria vai com as outras, leva e traz, diz que diz que, deus me livre, cor de burro quando foge, bicho de sete cabeças.

Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa.

Usa-se o hífen nos compostos entre cujos elementos há o emprego do apóstrofo. Ex.: gota-d’água, pé-d’água.

Usa-se o hífen nas palavras compostas derivadas de topônimos (nomes próprios de lugares), com ou sem elementos de ligação.

Belo Horizonte – belo-horizontino

Porto Alegre – porto-alegrense

Mato Grosso do Sul – mato-grossense-do-sul

Rio Grande do Norte – rio-grandense-do-norte

África do Sul – sul-africano

Usa-se o hífen nos compostos que designam espécies de animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos, raízes, sementes) tenham ou não elementos de ligação. Ex.: bem-te-vi, peixe-espada, peixe-do-paraíso, mico-leão-dourado, andorinha-da-serra, lebre-da-patagônia, erva-doce, ervilha-de-cheiro, pimenta-do-reino, cravo-da-índia, peroba-do-campo.

Obs.: não se usa o hífen, quando os compostos que designam espécies botânicas e zoológicas são empregados fora de seu sentido original. Ex.: a) bico-de-papagaio (espécie de planta ornamental) – bico de papagaio (deformação nas vértebras).

b) olho-de-boi (espécie de peixe) – olho de boi (espécie de selo postal).

Uso do hífen com prefixos:

Por palavras formadas por prefixos. Ex.: anti, super, ultra, sub etc. ou por elementos que podem funcionar como prefixos. Ex.: aero, agro, auto, eletro, geo, hidro, macro, micro, mini, multi, neo etc.

Palavras iniciadas por “H” usa-se o hífen: Ex.: anti-higiênico, anti-histórico, macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano, super-humano, super-homem, ultra-humano.

Usa-se o hífen com prefixo que termina com a mesma letra com a que inicia a outra. Ex.: micro-ondas, anti-inflacionário, sub-bibliotecário, inter-regional.

Não se usa o hífen se o prefixo terminar com letra diferente daquela com que se inicia. Ex.: autoescola, antiaéreo, intermunicipal, supersônico, superinteressante, agroindustrial, aeroespacial, semicírculo.

Dobram-se as consoantes.

Se o prefixo terminar por vogal e a outra palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. Ex.: minissaia, antirracismo, ultrassom, semirreta.

CASOS PARTICULARES:

Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r. Ex.: sub-região, sub-reitor, sub-regional, sob-roda.

Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal. Ex.: circum-murado, circum-navegação, pan-americano.

Usa-se o hífen com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, vice. Ex.: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-diretor, pós-graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra, sem-teto, vice-rei.

O prefixo co se junta com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o ou h. Neste último caso, corta-se o h. Se a palavra seguinte começar com r ou s, dobra-se essas letras. Ex.: coobrigação, coeducar, coedição, cofundador, coabitação, coerdeiro, corréu, corresponsável, cosseno.

Com os prefixos pre e re, não se usa o hífen, mesmo diante de palavras começadas por e. Ex.: preexistente, preelaborar, reescrever, reedição.

Na formação de palavras com ab, ob e ad, usa-se o hífen diante de palavra começada por b, d ou r. Ex.: ad-digital, ad-renal, ob-rogar, ab-rogar.

OUTROS CASOS DO USO DO HÍFEN.

Não se usa o hífen na formação de palavras com não e quase. Ex.: (acordo de) não agressão, (isto é um) quase delito.

Com mal, usa-se o hífen quando a palavra seguinte começar por vogal, h ou l. Ex.: mal-entendido, mal-estar, mal-humorado, mal-limpo.

Usa-se o hífen com sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como açu, guaçu, mirim. Ex.: capim-açu, amoré-guaçu, anajá-mirim.

Usa-se hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Ex.: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo.

Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidirem com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Ex.:

Na cidade, conta-

-se que ele foi viajar.

O diretor foi receber os ex-

-alunos.











Por: Ernani Serra
Pensamento: Não voltar a ser a criança que fui, mas vir a ser a criança que devo ser.
Jean Bastaire