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21 de jun de 2012

Crimes contra a Natureza


No mês da Rio+20, nossos repórteres vão mostrar o avanço assustador da desertificação. A cada ano, o mundo perde em terras férteis uma área equivalente a quatro estados e meio de Alagoas.

Reportagens mostram o desafio de alimentar sete bilhões de pessoas e os estragos que os grandes barcos de pesca provocam nos cardumes, nos oceanos.

Cientistas e ecologistas alertam: o mundo vive uma nova era de extinções. O Brasil tem 82 espécies ameaçadas de extinção. Segundo a União Internacional para Conservação da Natureza, nesse índice trágico nós só perdemos para o México e para a Índia.

Na primeira reportagem, a Câmara do JH flagrou o roubo de madeira na Amazônia. Quadrilhas abastecem as serrarias com árvores centenárias, derrubadas ilegalmente. Além das frotas de caminhões e de tratores, elas têm até estações clandestinas de rádio para escapar da fiscalização e para administrar esse negócio milionário.

Apuração do IBAMA concluiu que pelo menos nove das 45 serrarias instaladas nos municípios de Cláudia e União do Sul, no Mato Grosso, recebem madeira roubada.

Segundo o Ministério Público, o comércio ilegal de madeira é tão lucrativo quanto o tráfico de drogas.

Para comprovar que esse crime existe mesmo, a equipe do JH instalou rastreadores em troncos de madeiras que foram derrubados ilegalmente na Floresta Amazônica. No meio da noite, as toras saem de uma floresta particular situada na zona rural de União do Sul e são levadas na carroceria de um caminhão até as madeireiras da área urbana do município.

O comércio ilegal de madeira é lucrativo. Uma tora é vendida pelo madeireiro por R$ 180. Depois de beneficiada, ela é vendida para o Sul e Sudeste do Brasil por até três vezes mais. Em São Paulo, o consumidor final chega a pagar R$ 1.900,00 pelo metro cúbico da madeira.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, juntamente com o IBAMA, os estados e municípios também precisam atuar na fiscalização.

Ela falou sobre os prejuízos ambientais e financeiros causados pela atividade predatória de extração ilegal de madeira.

A ministra propõe um pacto nacional pela preservação e restauração dos ecossistemas. Fonte: Site: Jornal Hoje.

Comentário:

O problema da fiscalização desses crimes ambientais não é o problema financeiro, é o problema moral, podem mandar verbas milionárias para esses órgãos públicos que “fiscalizam”, e a corrupção continua.

O governo é conivente porque sabe de tudo isso e não faz nada, simplesmente fecha os olhos e deixa correr frouxo é um faz de conta. O governo não gosta nada, quando a rede de televisão faz uma reportagem desse calibre, expondo toda sujeira aos telespectadores do Brasil e do mundo que estava escondido debaixo do tapete do sigilo da corrupção.

Agora, fica dizendo que o desmatamento está diminuindo, tudo mentira, a cada dia os madeireiros derruba de maneira predatória a floresta Amazônica. Enquanto o povo os fala estão derrubando com Novo Código Florestal ou não, os ruralistas não obedecem a leis, quem faz as leis são eles em suas propriedades e fica o dito por não dito.

Esse negócio de madeireiros preservarem e reflorestarem as áreas degradadas, isso não passa de uma piada hilariante.

A Mata Atlântica está quase extinta, faltam muito pouco, e alguém viu os órgãos do governo preservando e reflorestando? Ao contrário há sempre um bandido tocando fogo nas matas para obter lucros.

As nossas riquezas minerais e de pedras preciosas estão sendo exploradas de maneira clandestina e contrabandeadas sem o conhecimento da Alfândega e passam por aeroportos, portos etc de maneira invisível, como perna de cobra, quem vê morre, por acaso, o governo se interessa pela exploração legal através do governo? Claro que não. Pela incompetência governamental temos que privatizar as nossas riquezas para gerar bens aos estrangeiros.

Perdemos toneladas de ouro somente na Serra Pelada que hoje está realmente pelada, onde foi parar todo esse ouro que poderia beneficiar o povo brasileiro, deve estar nos Emirados Árabes (Dubai), tudo lá é ouro, num país que não tem nem uma mina de ouro, sem falar nos EUA, Inglaterra, França, Japão... Todos eles levaram uma quantidade para formar o seu lastro ouro e garantir a moeda forte de seu país.

As nossas leis são retrógradas e não estão atualizadas para a nossa realidade. A lei que funciona é o da propina e da força bruta com ameaças de morte, e pistoleiros de aluguel a serviço dos ruralistas.

Para acabar com essa farra da corrupção é preciso que haja no Brasil leis fortes e que sejam cumpridas.

A ambição está cegando tudo e todos, a ponto de um dia as áreas de florestas virarem solo desértico, e a extinção de todos os animais de florestas como de oceanos, e a humanidade vai morrer de fome, vão comer papel moeda sem nenhum valor.










Por: Ernani Serra
Pensamento: Se queres prever o futuro, estuda o passado.
Confúcio