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16 de jul de 2012

Fernando Afonso Collor de Melo


Primeiro governo civil brasileiro, eleito por voto direto desde 1960. Foi também o primeiro escolhido dentro das regras da Constituição de 1988. Collor, ex-governador de Alagoas, político jovem e com amplo apoio das forças conservadoras, derrotou no segundo turno da eleição, Luiz Inácio Lula da Silva, migrante nordestino, ex-metalúrgico e destacado líder da esquerda.

Entre suas promessas da campanha estão à moralização da política e o fim da inflação. Para as elites, ofereceu à modernização econômica do país consoante a receita do neoliberalismo. Prometeu a redução do papel do Estado, a eliminação dos controles burocráticos da política econômica, a abertura da economia e o apoio às empresas brasileiras para se tornarem mais eficientes e competitivas perante a concorrência externa.

No dia seguinte ao da posse, ocorrida em 15 de março de 1990, o Presidente lançou seu programa de estabilização, o Plano Collor, baseado em um gigantesco e inédito confisco monetário, congelamento temporário de preços e salários e reformulação dos índices de correção monetária. Em seguida, tomou medidas duras de enxugamento da máquina estatal, como a demissão em massa de funcionários públicos e a extinção de autarquias, fundações e empresas públicas. Ao mesmo tempo, anunciou providências para abrir a economia nacional à competição externa, facilitando a entrada de mercadorias e capitais estrangeiros no país.

Em 1991, as dificuldades encontradas pelo plano de estabilização, que não acabou com a inflação e aumentou a recessão, começaram a minar o governo. Circularam suspeitas de envolvimento de ministros e altos funcionários em uma grande rede de corrupção. Até a primeira-dama, Rosane Collor, dirigente da LBA, foi acusada de malversação do dinheiro público e de favorecimento ilícito aos seus familiares.

As suspeitas transformaram-se em denúncias graças a uma intensa campanha da imprensa. Em 25 de abril de 1992, Pedro Collor, irmão do Presidente, deu uma explosiva entrevista à revista Veja. Nela, falou sobre o “esquema PC” de tráfico de influência e de irregularidades financeiras organizadas pelo empresário Paulo César Farias, amigo de Collor e caixa de sua campanha eleitoral. A reportagem teve enorme repercussão e a partir daí surgiram novas revelações sobre irregularidades no governo. Em 26 de maio, o Congresso Nacional instalou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as denúncias de irregularidades. Logo depois, a revista “ISTO É” publicou uma entrevista de Eriberto França, motorista da secretária de Collor, Ana Acioli. Ele confirmou que as empresas de PC Farias faziam depósitos com regularidade nas contas fantasmas movimentadas pela secretária. Essas informações atingiram diretamente o Presidente.

Surgiram manifestações populares em todo o país. Os estudantes organizaram diversas passeatas pedindo o impeachment do Presidente. Depois de um penoso processo de apuração e confirmação das acusações e da mobilização de amplos setores da sociedade por todo o país, o Congresso Nacional, pressionado pela população, votou o impeachment (impedimento) presidencial. Primeiramente, o processo foi apreciado na Câmara dos Deputados, em 29 de setembro de 1992, e, depois, no Senado Federal, em 29 de dezembro de 1992. O Parlamento decidiu afastar Collor do cargo de Presidente da República do Brasil e seus direitos políticos são cassados por oito anos. Foi também denunciado pela Procuradoria-Geral da República pelos crimes de formação de quadrilha e de corrupção. Fonte: Site na Internet.

Comentário:

O povo brasileiro não tem memória, se tivesse não teria votado em Fernando Collor de Mello para senador depois de oito anos do impeachment. O povo esquece fácil.

Collor foi eleito por prometer ao povo que acabaria com a farra dos Marajás em campanhas política, mas quando se elegeu Presidente, se tornou o chefão dos Marajás. A sua farsa de honestidade caiu por terra, e o leão jogou fora a camuflagem de cordeiro.

Rosane Collor a ex-esposa do ex-presidente Collor no dia 15/07/2012 deu uma entrevista ao Fantástico e disse o seguinte:

Fernando Collor se envolveu com Magia Negra para conseguir se eleger e usava as forças do mal para se vingar dos seus desafetos. O tiro saiu pela culatra, ninguém ganha nada com as forças do mal, quando dá, em pouco tempo puxa o tapete de quem o invoca.

Clique no Link abaixo para ver a entrevista completa:

Depois de Collor ter sido deposto do poder, o seu amigo e tesoureiro de campanha PC Farias apareceu, (mortos), junto com sua amante em sua casa de praia em Maceió, depois de muita polêmica, chegaram a conclusão que foi morto pela sua amante que depois se suicidou. Será que foi assim mesmo?








Por: Ernani Serra
Pensamento: Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um.
Fernando Sabino