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14 de jul de 2012

Homenagem Póstuma a Gonzagão


Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu no município de Exu em Pernambuco, no dia 13 de dezembro de 1912 e faleceu em Recife-PE no dia 02 de agosto de 1989 aos 77 anos. Conhecido como o Rei do Baião.

Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levaram a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, para o resto do país, numa época em que a maioria das pessoas desconhecia o baião, o xote e o xaxado. Admirado por grandes músicos, como: Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias, ganhou notoriedade com as antológicas canções: Baião (1946), Asa Branca (1947), Siridó (1948), Juazeiro (1948), Qui Nem Jiló (1949) e Baião de Dois (1950).

Luiz Gonzaga nasceu numa fazendinha no sopé da Serra de Araripe, na zona rural do sertão de Pernambuco. O lugar seria revivido anos mais tarde em “Pé de Serra”, uma de suas primeiras composições. Sua mãe chamava-se Ana Batista de Jesus (ou simplesmente Santana). Seu pai, Januário José dos Santos, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão e também consertava o instrumento musical. Foi com seu pai que Luiz Gonzaga aprendeu a tocar sanfona.

Não era nem adolescente ainda, quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras livres, de início acompanhando seu pai.

Autêntico representante da cultura nordestina manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil. O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, em parceria com o advogado cearense Humberto Teixeira.

Antes dos dezoito anos Luiz teve sua primeira paixão; Nazarena, uma moça da região. Foi rejeitado pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, que não o queria para genro e ameaçou de morte, mesmo assim, Luiz e Nazarena namoraram algum tempo escondidos e planejavam serem felizes juntos. Januário e Santana lhe deram uma surra ao descobrirem que ele se envolveu com a moça. Revoltado por não poder se casar com a moça, Luiz fugiu de casa e ingressou no Exército em Crato (Ceará). A partir dali, durante nove anos ele ficou sem dar notícias à família e viajou por vários estados brasileiros, como soldado. Não teve mais nenhuma namorada, passando a ter algumas amantes ao longo da vida.

Gravou Vira e mexe pela gravadora RCA Victor sendo a primeira música gravada em disco. Veio depois a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Em 11 de abril de 1945, Luiz Gonzaga gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor.

Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu-PE, e teve um emocionante reencontro com seus pais. Esse reencontro é narrado em sua composição Respeita Januário, em parceria com Humberto Teixeira.

Em 1948, casou-se com sua noiva, a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que tinha se tornado sua secretária particular, por quem Luiz se apaixonou.

Nesse mesmo ano Léia morreu de tuberculose, sua ex-amante, para desespero de Luiz. O filho deles, apelidado de Gonzaguinha, ficou órfão com dois anos e meio. Luiz queria que sua mulher Helena criasse seu filho órfão, mas ela não aceitou.

Luiz então entregou seu filho Gonzaguinha para os padrinhos da criança, Leopoldina e Henrique Xavier Pinheiro.

Gonzaguinha e Luiz não se entendiam bem, viviam brigando, só em 1980, quando viajaram o Brasil juntos ficaram mais unidos e o filho compôs algumas músicas para o seu pai. Eles se tornaram muito amigos, e conseguiram em fim vive em paz.

Luiz Gonzaga era Maçon, e compositor, juntamente com Orlando Silveira, da música Acácia Amarela. Luiz foi iniciado na Loja Paranapuan, Ilha do Governador, em 03/04/1971.

Luiz Gonzaga sofria de osteoporose há alguns anos. Morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Seu corpo foi velado em Juazeiro do Norte e posteriormente sepultado em seu município natal (Exu) por vontade de Gonzaguinha. Fonte: Wikipédia.

Comentário:

Luiz Gonzaga foi um ícone, um baluarte da música regional nordestina. O Brasil inteiro curtiu suas belas músicas, eram músicas que tocavam na alma das pessoas que não deixavam de balançar o corpo com o ritmo gostoso do baião, xote ou xaxado, suas canções estavam sendo cantadas pelo povo e pela mídia.

Gonzagão foi um cantor que cantou as adversidades do sertanejo, a beleza do sertão nordestino e encantou o Brasil com seus poemas.

Deixou saudades a todos os seus fãs.

O Brasil inteiro está comemorando os cem anos de Luiz Gonzaga se estivesse vivo hoje, é uma homenagem póstuma ao grande compositor e cantor sertanejo.

Por: Ernani Serra
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