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17 de ago de 2012

O Gigante Adormecido



O resultado das operações de fiscalização de crimes ambientais sinalizava, e o governo temia, está sendo confirmado agora por especialistas em mineração e órgãos ambientais. Começou, há quase cinco anos, a terceira corrida do ouro na Amazônia Legal, com proporções, provavelmente, superiores ás do garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará, no período entre 1970 e 1980. O IBAMA informou que foram aplicadas multas no total de R$ 75 milhões e apreendidos equipamentos e dezenas de motores e balsas.

A retomada do movimento garimpeiro em áreas exploradas no passado, como a Reserva Roosevelt, e a descoberta de novas fontes de riqueza coincidem com a curva de valorização do ouro no mercado mundial. No Brasil, a curva de valorização do metal continua em ascensão, subindo 12%, chegando a valer R$ 106,49 o grama. É um valor muito alto que compensa correr o risco da clandestinidade e da atividade ilegal. Depois da corrida do ouro de Serra Pelada, foram feitos levantamentos que apontaram cerca de 400 mil garimpeiros em atividade no Brasil.

Onildo Marini cita duas regiões em Mato Grosso consideradas estratégicas para o garimpo: Alto Teles Pires, no norte do estado e Juruena, no noroeste mato-grossense.

Tem garimpos por toda a região e tem empresas com direitos de mineração reconhecidos para atuar lá. Como há muito ouro superficial que atrai os garimpeiros ilegais, a área tem sido alvo de conflitos.

Os garimpeiros mais problemáticos são os de ouro e diamantes, na Amazônia, incluindo o norte de Mato Grosso, por estarem em áreas proibidas e por serem clandestinos.

A Reserva Roosevelt, no sul de Rondônia, a 500 km da capital, Porto Velho, é outro ponto do garimpo ilegal. Essa reserva é de propriedade de mais de mil índios da etnia Cinta-Larga, rica em diamante, foi palco de um massacre, em 2004, quando 29 garimpeiros que exploravam, foram mortos por índios dentro da reserva.

Agora existe um grupo de garimpeiros atuando junto com os índios, ilegalmente, agora, eles estão de mãos dadas. Estão operando com retroescavadeiras enormes.

Na região do Tapajós, onde (o garimpo) está na fase final, falavam-se em valores muitos altos, em toneladas de ouro que teria saído de lá, mas o registro oficial é pequeno, a maior parte é clandestina. Fonte: Yahoo! Notícias.

Comentário:

Muitos acreditam que o problema pode ser resolvido com a privatização das riquezas do Brasil, mas a privatização é uma traição ao povo brasileiro, é entregar as nossas riquezas para os estrangeiros. Isso já vem ocorrendo há anos, os exploradores de nossas riquezas estão ampliando e equipando os portos, construindo ferrovias, modernizando as rodovias que dão acesso as mineradoras até ao escoamento, tudo isso não é para o progresso e nem para o bem estar do povo brasileiro e sim, para escoar o mais depressa possível essas riquezas para os seus países e deixar no final um imenso buraco como herança da incompetência, corrupção e inércia governamental.

Esses minérios estão em reservas indígenas, portanto, essas riquezas pertencem às nações indígenas, no mínimo, os índios têm direito a uma porcentagem nos lucros dessa riqueza.

O governo precisa explorar esses garimpos para garantir a moeda forte, fazendo um lastro ouro em cofres fortes.

Mineração entregue a grupos irresponsáveis de garimpeiros clandestinos só vão criar problemas ambientais e desmatamento em grande escala, sem falar no envenenamento dos rios e do solo pelo mercúrio e do desequilíbrio da natureza.

O Brasil é um país rico e ao mesmo tempo tão pobre, porque as autoridades desse país não ligam para o contrabando de nossas riquezas.

O governo brasileiro só fala em economia e impostos para manter a governabilidade dessa nação e se esquece que o ouro, pedras preciosas e outros minerais nobres poderiam libertar o Brasil dessa pobreza ociosa e se tornar uma grande potência mundial, mas, infelizmente, o governo tupiniquim tem sangue indígena sem visão do futuro, são políticos xenófilos.

Se o Brasil tivesse políticos honestos e nacionalistas, esses minerais nobres seriam explorados pelo Estado, mas, como são xenófilos, no mínimo entregaria ao setor privado para explorar essas riquezas de mãos beijadas, sem nenhum lucro para a nação. É o que vem fazendo o Estado omisso e ocioso entregando tudo ao setor privado internacional.

Os países estrangeiros agradecem ao anfitrião (Brasil) o desapego pelas suas riquezas e pela doação delas ao mercado de contrabando internacional. Brasil pobre, estrangeiros ricos. Brasil sem lastro ouro, cofres estrangeiros abarrotados do ouro brasileiro.

O Brasil tem o que merece.

Por: Ernani Serra
Pensamento: Quem não pensa no futuro, não tem presente e nem passado.
Ernani Serra