Leitores Online

1 de dez de 2012

CPMF - Adib Domingos Jatene


Adib nasceu em Japuri, Acre, em 04 de junho de 1929) é um médico (cirurgião torácico), professor universitário e cientista brasileiro.

Filho de imigrantes árabes, formou-se em medicina na Universidade de São Paulo, onde viria se tornar depois, professor.

Conhecido e respeitado internacionalmente, além das dezenas de inovações no meio médico, como o inventor de uma cirurgia do coração, que leva seu nome, para tratamento da transposição das grandes artérias em recém-nascidos, e do primeiro coração-pulmão artificial do Hospital das Clínicas.

Trabalhou com o professor Euryclides de Jesus Zerbini.

Jatene foi secretário estadual de Saúde no governo Paulo Maluf e duas vezes ministro da Saúde, durante o Governo Collor e, a última delas, no governo de Fernando Henrique Cardoso. É membro da Academia Nacional de Medicina.

Dos filhos, três também tem grande destaque na medicina cardiotorácica brasileira e mundial: Fabio Jatene (nasceu em São Paulo, 05 de março de 1955), Ieda Jatene (nasceu em Uberaba, 09 de outubro de 1961).

O Dr. Adib Jatene é considerado por alguns o pai da CPMF, pois ele foi buscar a aprovação da contribuição com a promessa do então presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) de que ela seria um recurso a mais para a saúde. A promessa não foi cumprida e o Ministério da Saúde perdeu mais recurso do que os que conseguiu com a CPMF.

Quando perguntado se sua saída do Governo FHC teve relação com a CPMF, Jatene respondeu:

“Teve relação direta. Eu disse ao presidente Fernando Henrique que precisava de recursos. Ele pediu para falar com o Pedro Malan (ministro da Fazenda). O Malan me disse que, em dois ou três anos, daria o dinheiro que eu precisava. Não podia esperar tanto tempo. Propus a volta do imposto sobre o cheque que se chamava IPMF e havia sido extinto em 1994. O presidente disse: Você não vai conseguir aprovar isso. Respondi. Posso tentar? Ele autorizou. Pedi o compromisso dele de que o orçamento da Saúde não seria reduzido. A CPMF entraria como o adicional. E ele: “Isso eu posso te garantir”. Depois da aprovação, a Fazenda reduziu o meu orçamento. Voltei ao presidente. Disse: no Congresso, me diziam que isso ia acontecer. Eu respondia que não, porque tinha a sua palavra. Se o senhor não consegue manter a sua palavra, entendo a sua dificuldade. Mas me faça um favor. Ponha outro no meu lugar. Foi assim que eu saí, em novembro de 1996”.

Comentário
Na época o Ministro da Saúde Adib Jatene foi ludibriado em suas boas intenções.

Queria que esse imposto sobre o cheque denominado de CPMF viesse a beneficiar a Saúde Pública. O presidente na época não cumpriu com sua palavra e obrigou a Adib Jatene a pedir demissão do cargo de Ministro da Saúde. Esse imposto na época rendeu por ano ao governo federal bilhões em moeda vigente.   Dinheiro esse, que foi desviado para outras finalidades menos para o Ministério da Saúde.

Agora vem a distribuição de royalties para os Estados e com a promessa de beneficiar a Educação, do mesmo jeito que beneficiou a Saúde.

Nenhum político iria lutar tanto para conseguir os royalties para seu Estado para entregar de mão beijada ao Ministério da Educação. Esse dinheiro vai ser desviado para outros fins, como aconteceu com o imposto sobre os cheques (CPMF).







Por: Ernani Serra 
Pensamento: Deus me defende dos amigos, que dos inimigos me defendo eu.
Voltaire