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26 de dez de 2012

O Japão na Gangôrra do Câmbio


Com a posse do ministro do Japão, houve uma alteração no câmbio, onde o político japonês pediu ao Banco Central que saísse da deflação para entrar na inflação.

A deflação do Japão é de -0,4% e passou para uma inflação de 2%.

Essa subida brusca e artificial, imposta pelo ministro japonês, cuja causa principal foi sacrificar o seu povo para beneficiar o império automobilístico e outras megas indústrias de exportação. 

Alegando que os carros estavam muito caros, sem saída no mercado, por causa disso e da valorização da moeda nacional, então achou por bem, desvalorizá-la ao seu bel prazer e que, o povo japonês se exploda.

Com -0,4% de deflação o povo japonês estava levando uma vida bem confortável com dinheiro no bolso, gastando mais e a economia do país em pleno desenvolvimento.

Agora com a inflação de 2% o povo vai sentir o choque de inversão econômica e o país vai passar por uma freada brusca na desvalorização da moeda, apesar do PIB aumentar nos próximos anos com a exportação de produtos mais baratos que não quer dizer que o país está melhorando economicamente e sim está havendo perdas reais.

Talvez esta decisão política tenha haver com os interesses norteamericanos que talvez estejam incomodados com a moeda forte dos japoneses e pressionou a política japonesa que ainda vive sob a custódia e vigilância dos norteamericanos desde a II Guerra Mundial.

Outrora, os norteamericanos obrigaram os japoneses a investirem na compra de armamentos bélicos só para inflacionar e desvalorizar a moeda nacional.

Nessa gangorra de câmbio internacional o povo é que se ferra. Os interessados acham que a economia japonesa estava muito gorda e aplicou a inflação como medida de emagrecimento.

Agora o povo japonês vai ficar com menos dinheiro para sobreviver, o custo de vida vai aumentar a todo vapor, a moeda vai desvalorizar, vai haver demissão nas empresas para admitir mão de obra mais barata, o povo vai ficar mais pobre, é a exploração do homem pelo homem.

Por que a globalização não cria um câmbio internacional com porcentagens diferentes e independentes do câmbio de exportação e o de importação? Isso levaria a economia dos países e mundial, a operarem sem nenhumas interferências e, ambas com plena autonomia cambial. Aí sim, as nações nunca mais entrariam em crise ou choque cambial e todas prosperariam sem sacrifício do povo ou das indústrias porque cada uma teria sua própria independência na porcentagem cambial que favoreceriam o mercado de exportação e de importação ao mesmo tempo.

Infelizmente, os políticos não quereriam essa elaboração porque a atual lhes é mais conveniente para a manipulação dos interesses escusos de inflacionar e deflacionar uma nação artificialmente aos interesses políticos nacionais e internacionais. Basta o mercado de exportação se achar prejudicado com as taxas de câmbio de importação para que o governo mude de maneira arbitrária e inverta essa situação, e vice-versa.

O câmbio não é exato é flexível de acordo com os interesses políticos, econômicos e financeiros. É preciso acabar com a dependência desses dois mercados de exportação e importação no câmbio mundial.







Por: Ernani Serra 
Pensamento: O dinheiro é a coisa mais importante do mundo. Representa: Saúde, força, honra, generosidade e beleza, do mesmo modo que a falta dele representa: Doença, fraqueza, desgraça, maldade e fealdade.
Arthur Schopenhauer