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15 de dez de 2012

Os Estados Unidos da América


Apesar da pobreza mais severa se encontrar nos países subdesenvolvidos esta existe em todas as regiões do mundo. Nos países desenvolvidos manifesta-se na existência de sem-abrigo e de subúrbios pobres. A pobreza pode ser vista como uma condição coletiva de pessoas pobres, grupos, e mesmo de nações. Para evitar este estigma essas nações são chamadas normalmente de países em desenvolvimento.

A pobreza pode ser: ABSOLUTA ou RELATIVA.

ABSOLUTA – refere-se a um nível que é consistente ao longo do tempo e entre países. Ex.: É a porcentagem de pessoas com uma ingestão diária de calorias inferior ao mínimo necessário: 2000/2500 quilocalorias. O Banco Mundial define a pobreza extrema como viver com menos de 1 dólar por dia.

RELATIVA - como viver com entre 1 e 2 dólares por dia. Estima-se que 1 bilhão e 100 milhões de pessoas a nível mundial tenham níveis de consumo inferiores a 1 dólar por dia e que 2 bilhões e 700 milhões tenham um nível inferior a 2 dólares.

A pobreza não resulta de uma única causa mais de um conjunto de fatores:

POLÍTICO-LEGAIS: corrupção, inexistência ou mau funcionamento de um sistema democrático, fraca igualdade de oportunidades.

ECONÔMICOS: sistema fiscal inadequado, representando um peso excessivo sobre a economia ou sendo socialmente injusto; a própria pobreza, que prejudica o investimento e o desenvolvimento, economia dependente de um único produto.

SÓCIO-CULTURAIS: reduzida instrução, discriminação social relativa ao gênero ou a raça, valores predominantes na sociedade, exclusão social, crescimento muito rápido da população.

NATURAIS: desastres naturais, climas ou relevos extremos, doenças.

SAÚDE: adição a drogas ou alcoolismo, doenças mentais, doenças da pobreza como a AIDS e a malária; deficiências físicas.

HISTÓRICOS: colonialismo, passado de autoritarismo político.

INSEGURANÇA: guerra, genocídio, crime... Fonte: Wikipédia.

Comentário
Os Estados Unidos da América é o país mais cruel com relação à sua pobreza extrema. Procura limpar às ruas (dos párias, mendigos, desempregados...) que caíram em desgraça social, colocando-os em vales, ou seja, em regiões afastadas da zona urbana e dentro dos matos como se fossem animais silvestres e a mercê da caridade pública que enviam alimentos para esses desgraçados da sorte.

Enquanto isso, as pessoas de outros países vivem a elogiar esse país, dizendo: “Os Estados Unidos é um país que não tem mendigos nas ruas”. Enquanto têm milhões de mendigos, alcoólatras, doentes mentais, desempregados todos excluídos nos “vales da morte” abandonados como cães sarnentos e hidrófobos. Todos da sociedade têm medo dos excluídos, e acham que todos são perigosos marginais quando na verdade são criaturas mansas e ficam esperando a caridade pública, enquanto isso, a democracia dos Estados Unidos não faz nada por esses seus irmãos norteamericanos, quando deveriam lhes dar uma nova oportunidade no mercado de trabalho, internamento aos viciados e doentes, cestas básicas ou vales refeições aqueles miseráveis que o próprio governo criou em sua política cruel e desumana.

Os Estados Unidos da América se esquecem que têm miseráveis em seu território e procuram fazer mídia internacional ajudando os miseráveis de outros países subdesenvolvidos com ajuda “humanitária” que só vai beneficiar os corruptos desses países carentes. 

A elite da sociedade também tem memória curta e se esquece da miséria interna do seu país e procura dar de bonzinhos enviando verbas, mantimentos, animais, comidas, remédios... Cuidem primeiro da miséria dos Estados Unidos para depois cuidar da miséria alheia. O governo americano e os banqueiros são responsáveis pela miséria social norteamericana.

Outrora, os norteamericanos enviaram para uma tribo da região da África como ajuda humanitário, um rebanho, para uma região árida, verdadeira tortura para aquele povo que passava o dia a procura de comida para os bois, esse povo não tinha tempo para si, trabalhavam para salvar os bois. Isso é uma falsa ajuda, eles sabiam que os bois não iriam sobreviver por muito tempo, ou os nativos salvavam os bois ou os bois matavam os nativos. Por que não enviaram esse rebanho para uma região da África que tivesse um bom pasto? Porque eles não queriam ajudar os nativos, estavam interessados em fazer propaganda de fraternidade que não existia. 

Se a sociedade americana está disposta a ajudar os miseráveis do seu país, não é só com alimentos que é temporário; procurem ver se esses miseráveis têm condições e ainda ambições de ser alguém dentro da sociedade e lhes dêem uma oportunidade criando uma miniempresa, ou a sociedade se juntem e criem ONGs ou Cooperativas comunitárias para ajudar esses miseráveis esquecidos e invisíveis, façam com que eles se tornem visíveis, não esperem só do governo, arregacem as mangas e vão à luta, salvem os seus compatriotas. É assim que se devem ser, irmãos solidários. 

Se você não ajuda hoje, amanhã poderá ser você o próximo miserável.







Por: Ernani Serra
Pensamento: A fingida caridade do rico não passa da sua parte de mais um luxo, ele alimenta os pobres como cães e cavalos.
Jean-Paul Sartre