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5 de jan de 2013

Santa Maria Eterna


Oh! Santa Maria Eterna, virgem das virgens, mãe de todos os aflitos; por aquela espada de dor que atravessou vossa puríssima alma quando o vosso unigênito filho Jesus Cristo nosso Senhor padeceu o suplício da morte na cruz e por aquele amor filial que fez compadecer da vossa dor materna e recomendar-vos ao seu discípulo São João herdeiro  do perfeito amor que ele vos tinha; rogo-vos Senhora que tenhais de mim compaixão e me dê remédio na aflição, na enfermidade, na pobreza, na consternação e em quaisquer outras necessidades que eu padeça.

É o refúgio poderoso dos miseráveis, mãe benigna de misericórdia, prontíssima libertadora dos degradados filhos de Eva, ouvi os meus rogos e vedes as lágrimas da minha aflição e da minha dor.   Eu me vejo oprimido de infelicidades e misérias por causa das minhas culpas e não tenho a quem recorrer, se não a vós, minha amada Senhora puríssima Virgem Maria mãe de meu Senhor Jesus Cristo e solícita advogada do gênero humano, roga-vos, pois, pelas misericordiosas entranhas do vosso santíssimo filho e pela glória que Ele teve no tempo da sua aliança com a natureza humana ao deliberar com o Padre e Espírito Santo de tomar a nossa carne mortal para a nossa salvação.

Pelo vosso inefável gozo, oh! Bem aventurada Virgem Maria Eterna, quando depois da anunciação do anjo e do vosso adorável consentimento, o Divino Verbo se cobriu da vossa mortalidade no vosso puríssimo ventre, donde passado nove meses saiu a visitar, instruir e remediar o mundo.

Pela agonia que o vosso Unigênito Filho teve em seu coração quando orou a seu Eterno Pai no monte Olivete, pela fiel companhia que vós lhe fizeste em todo decurso da sua paixão e morte, pelas traições, pelas injúrias, testemunhos falsos e bárbara sentença contra Ele proferida, pelas duras cordas com que o prenderam, crueis flagelos com que o açoitaram, rigorosos espinhos com que o coroaram, pelas lágrimas e suor de sangue que Ele derramou, pelo seu silêncio e sofrimento, pelo temor, pela tristeza, e agonia do seu coração, pelo sumo pejo que padeceu vendo-Se despido no Calvário aos olhos de todo povo, pelo incompreensível tormento de sua sede sem alívio, pela ferida da lança que lhe penetrou o seu lado amorosíssimo, pelos grossos cravos que transpassaram as suas mãos e pés sacrossantos, pela recomendação que Ele fez de sua Santíssima Alma a seu Eterno Pai, pela benigna misericórdia que Ele usou com o bom ladrão, pela honra e glória da sua triunfante ressurreição, pelas aparições que Ele fez aos Apóstolos e Discípulos no espaço de 40 dias, pela sua gloriosa ascensão em que a vossa vista e dos mais fieis foi elevada ao Céu, pela graça do Espírito Santo que Ele derramou nos corações dos discípulos em forma de língua de fogo, pelo terrível dia do Juízo Final em que Ele procedido de um incêndio universal há de vir a julgar os vivos e os mortos, pela amorosa compaixão e fidelíssima sociedade que neste mundo Lhe fizeste, pelo gozo inefável da vossa maravilhosa assunção quando na presença e companhia do vosso mesmo filho e de toda Corte Celeste foi sublimada ao Império e nele coroada de glória e delícias sempre eternas, por tudo isto Senhora e por tudo mais que representais vos peço minha mãe amabilíssima que ouça os meus rogos, concedais e facilitais as súplicas que agora vos faço com toda humildade e devoção que me é possível.

E como eu creio, conheço e confesso que o vosso mesmo filho sacrossanto vos atende e vos honra de tal forma que nada vos nega nem deixa prostadas as vossas súplicas, espero e confio, minha adorada Senhora que experimentarei fielmente o desejado socorro da vossa maternal consolação segundo a doçura do vosso coração misericordioso todo conforme a benigna clemência de vosso santíssimo filho.

Não só pelo feliz despacho daquela especial rogativa com que agora invoco o vosso santo nome e a poderosa virtude do vosso augusto patrocínio, mais também, para que vos digneis de impetrar-me uma viva fé, uma esperança firme, uma caridade ardente, uma contrição verdadeira, uma digna e suficiente satisfação, uma diligente cautela, para o futuro um total desprezo do mundo, um intenso amor de Deus e do meu próximo, uma imitação das dores do vosso amabilíssimo filho, ainda, a mesma morte quando devo padecer por seu respeito, um fiel cumprimento dos meus deveres e votos, uma contínua modificação do meu amor próprio, um verdadeiro arrependimento dos meus pecados.

E no fim da minha vida por coroa de tudo e perpétua bem aventurança com a companhia que a quisera ter com as almas dos meus pais, assim como, vivos e defuntos por todos os séculos amém. 

Caia sobre os meus inimigos o medo, o pavor, pela força do vosso braço, que fiquem imóveis os meus inimigos até que passe este servo ou serva do Senhor.







Por: Ernani Serra 
Pensamento: Só há santidade quando há realização nas palavras, pensamentos e nas ações diárias com relação ao próprio bem e ao bem da humanidade.
Ernani Serra