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1 de fev de 2013

Funk Carioca - Brasil


    O FUNK BRASILEIRO 

O Funk carioca é um estilo musical oriundo do Rio de Janeiro, mais precisamente das favelas. Apesar do nome, é diferente do funk originário dos Estados Unidos.

Isso ocorreu, pois a partir dos anos 1970 eram realizados bailes black, soul, shaft ou funk, com o tempo, os DJs foram buscando novos ritmos de música negra, mas o nome original permaneceu. O funk carioca tem uma influência direta do Miami Bass e do Freestyle.

O termo baile funk é usado para se referir a festas ou discotecas que tocam funk carioca.
 

     ANOS 1980 – HISTÓRIA
A partir da década de 1980, os bailes funks do Rio começaram a ser influenciada por um novo ritmo da Flórida, o Miami Bass, que trazia músicas mais erotizadas e batidas mais rápidas. As primeiras gravações de funk carioca eram versões. As maiores partes das rádios dedicavam grande espaço em sua grade horária para os sucessos feitos no ritmo funk, um dos mais famosos é a regravação de uma canção de Raul Seixas: o “Rock das Aranhas” que vira hit e se junta a ele outras paródias de gravações de cantores de latin freestyle (que serviu de inspiração para o funk melody).

Dentre os raps (ou melos, como também eram chamados) que marcaram o período mais politizado no funk é a “Feira de Acari” que abordava o tema da famosa Robauto, feira de peças de carro roubadas pelas cidades.

Ao longo da nacionalização do funk, os bailes – até então, realizados nos clubes dos bairros do subúrbio da capital – expandiram-se a céu aberto, nas ruas, onde as equipes rivais se enfrentavam disputando quem tinha a aparelhagem mais potente, o grupo mais fiel e o melhor DJ. Neste meio surge DJ Marlboro, um dos vários protagonistas do movimento funk. 


Com o tempo, o funk ganhou grande apelo entre moradores de comunidades carentes, as músicas tratavam o cotidiano dos frequentadores: abordavam a violência e a pobreza das favelas.

     ANOS 1990
Com o aumento do número de raps/melos gravadas em português, apesar de quase sempre utilizar a batida do Miami Bass, o funk carioca começa a década de 1990 formando a sua identidade própria. As letras refletem o dia a dia das comunidades, ou fazem exaltação a elas. 

Em consequência, o ritmo fica cada vez mais popular e os bailes se multiplicam. Ao mesmo tempo o funk começou a ser alvo de ataques e preconceito. Não só por ter se popularizado entre as camadas mais carentes da sociedade, mas também porque vários destes bailes funk eram os chamados bailes de corredor, onde as galeras de diversas comunidades se dividiam em dois grupos, os lados A e B, e com alguma frequência terminavam em brigas entre si que, acabavam repercutindo negativamente para o movimento funk.

Com isso havia uma constante ameaça de proibição dos bailes, o que acabou por causar uma “conscientização” maior, através de raps que frequentemente pediam paz entre as galeras, como a música “Som de preto”. Em meio a isso surgiu uma nova vertente do funk carioca, o funk melody, com músicas mais melódicas e com temas mais românticos, seguindo mais fielmente a linha musical do freestyle americano, alcançando sucesso nacional, destacando-se nesta primeira fase Latino, Copacabana Beat, MC Marcinho, entre outros. 

A partir de 1995 o rap, que até então era executado apenas em algumas rádios, passou a ser tocado inclusive em algumas emissoras AM. O que parecia ser um modismo “desceu os morros”, chegando ás áreas nobre do Rio. 

Outra corrente do funk ganhava junto às populações carentes: o “proibidão”. Normalmente com temas vinculados ao tráfico, os raps eram muitas vezes exaltações a grupos criminosos locais e provocações a grupos rivais, os alemães.

Ao final da década, além de todas as variantes acima, surgiram músicas com conotação erótica. Essa temática, caracterizada por músicas de letras sensuais, por vezes vulgares, que começou no final da década, ganhou força e teria seu principal momento ao longo dos anos 2000.


     ANOS 2000
O funk conseguiu mascarar seu ritmo, mostrando-se mais parecido com um rap americano e integrando-se mais às demais classes sociais cariocas. Sua batida repetitiva, denominada pancadão ou tamborzão, é inspirado em batidas do Miami Bass e do rap americano. Isso contribuiu para que mais pessoas se tornassem seus adeptos, fazendo com que o estilo chegasse a movimentar cerca de 10.000.000 de reais por mês no estado do Rio de Janeiro entre os anos de 2007 e 2008.

Algumas letras eróticas e de duplo sentido, normalmente desvalorizando o gênero feminino, também revelam uma não originalidade, ao copiar outros estilos musicais populares no Brasil, como o Axé music e o forró.

     CRÍTICAS
O estilo musical, embora apresente expansão mercadológica, continua sendo alvo de muita resistência, sendo bastante criticado por intelectuais e parte da população.

O funk carioca é geralmente criticado por ser paupérrimo em criatividade, por muitas vezes apresentar uma linguagem obscena e vulgar apelando para letras obscenas, com apologia ao crime, drogas e tráfico, e à sexualidade exacerbada, para fazer sucesso.

Grande parte do criticismo vem também da associação do ritmo ao tráfico, pois bailes funk são costumeiramente realizados por traficantes, para atrair consumidores de drogas aos morros.

Outro problema relatado do funk é o volume no qual costuma ser executado: bailes funk quase sempre não respeitam qualquer limite de decibeis, o que configura outra transgressão à lei. Fonte: Wikipédia.


     Comentário

O baile funk faz apologia ao crime, à prostituição e as drogas, e nesses bailes as drogas são vendidas e usadas abertamente sem nenhuma repressão ao vício; sem falar na exacerbada postura de mulheres seminuas, dançando de maneira sensual, provocando o sexo masculino e praticando sexo no recinto dos clubes, verdadeira prostituição familiar.

Todos esses bailes não têm alvarás ou estão vencidos. Não respeitam a quantidade de pessoas dentro do recinto, extrapolando os ingressos. Vivem negociando as irregularidades dos bailes e do imóvel com as autoridades corruptas que lhes dão cobertura e se tornam coniventes com o crime.






Por: Ernani Serra
Pensamento: O mar entrará nas cidades e nas casas. Os campos se tornarão salgados. O sal entrará nas águas. Não haverá água que não seja salgada.
Rasputin
(Essa profecia pode estar relacionada com: O aquecimento global, o derretimento da camada polar fazendo aumentar o nível dos mares.)