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10 de fev de 2013

O Galo da Madrugada


O Galo da Madrugada é um Clube carnavalesco que sai todo sábado de carnaval do bairro de São José, um dos bairros do centro da cidade do Recife, capital do estado de Pernambuco, no Nordeste do Brasil.

Foi oficialmente considerado pelo Guinness Book – o livro dos recordes – o maior bloco de carnaval do mundo em 1995.

Em 2011, o Galo da Madrugada, arrastou mais de 1,7 milhão de foliões. A agremiação foi criada por Enéas Freire em 1978 e surgiu na Rua Padre Floriano nº 43, no bairro de São José.

Em 2012, o bloco teria, segundo fontes da própria organização, levado cerca de 2 milhões de pessoas.

Em 2013, seguindo a tendência dos anos anteriores, o número de foliões aumentou e o bloco reuniu cerca de 2,5 milhões de pessoas no centro do Recife.

Vários barcos se posicionam no Rio Capibaribe para acompanhar a passagem do bloco.

A movimentação de pessoas no centro do Recife no sábado de carnaval do Galo da Madrugada dura todo o dia. Os foliões começam a chegar de manhã – por volta da 07 horas da manhã – e o bloco tem sua saída oficial por volta das 09 horas; os trios elétricos tocam até cerca da 18 horas e até a noite ainda sobram muitas pessoas voltando para casa ou seguindo direto para outra aglomeração de carnaval do Recife, a maioria delas localizadas no perímetro do Recife Antigo.

O Galo da Madrugada é composto por carros alegóricos, freviocas, e vários trios elétricos (cerca de vinte e sete em 2009).

O principal ritmo tocado no bloco é o frevo, mas vários outros ritmos são executados pelas dezenas de trios que cruzam a cidade animando os foliões.

O Hino do Galo foi criado em 1979 pelo professor José Mário Chaves que seria a música tema do maior manifestação carnavalesca do planeta. O resultado, todos já conhecem: um clássico que ultrapassou as décadas e mentem-vivo até hoje, 33 anos após sua primeira gravação. O Hino do Galo já foi interpretado por diversos artistas pernambucanos, entre eles Alceu Valença, na voz do qual a música ficou mais conhecida.

     Comentário
Como a cultura folclórica de Pernambuco sempre foi o frevo, não deveria ter entrado outros ritmos de outras culturas, não só no Galo da Madrugada como no carnaval pernambucano em si. Antigamente não existiam os trios elétricos e o carnaval era livre nas ruas onde os foliões podiam acompanhar os clubes como: Vassourinhas, Lenhadores... E outras agremiações famosas na época que vinham tocando o frevo com orquestras de metais, onde o povo caia na folia do frevo contagiante. Belos carnavais de antigamente onde as ruas eram livres e não tinha organização de prefeituras como: arquibancadas e passagens obrigatórias para as agremiações se apresentarem. Havia também o corso (carros abertos em fila cheios de foliões fantasiados percorrendo as ruas do Recife) com muita animação jogando confetes, serpentinas e lança-perfumes para refrescar o corpo, tudo corria num clima de paz e tranquilidade com muita euforia carnavalesca.

O Galo da Madrugada e a prefeitura deveriam obrigar os trios elétricos a virem com orquestras de metais e só tocando o frevo. Ninguém poderia tocar outro tipo de ritmo musical senão o frevo pernambucano que é contagiante e alegria dos foliões. O mesmo poderia acontecer com o Rio de Janeiro onde o carnaval deveria ser somente com o Samba.    Cada região com seu ritmo próprio de origem para não descaracterizar o folclore carnavalesco.






Por: Ernani Serra 
Pensamento: A cultura folclórica é a alma que expressa os sentimentos de um povo.
Ernani Serra