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28 de mar de 2013

Eutanásia Criminosa


A médica Virgínia Helena de Souza foi libertada na tarde desta quarta-feira, (20/03/2013), por determinação do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Curitiba-Brasil, Daniel Surdi de Avelar. Ela estava presa desde o dia 19/02/2013, acusada de antecipar a morte de pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Evangélico de Curitiba. Na última sexta-feira, a Justiça aceitara a denúncia do Ministério Público contra a médica Virgínia e outras sete pessoas (três médicos, três enfermeiras e uma fisioterapeuta). No mesmo dia, quatro acusados que estavam presos temporariamente tiveram o alvará de soltura emitido pelo juiz Daniel Ribeiro Surdi de Avelar. Segundo o G1, Virgínia saiu da cadeia em uma caminhonete preta e não concedeu entrevistas.

O processo penal corre em segredo judicial e o magistrado não se manifestou sobre a decisão.
 
Vamos promover todas as medidas previstas em lei junto ao Poder Judiciário, inclusive para o trancamento da ação penal por carência de justa causa – afirmou o advogado da médica, Elias Mattar Assad.

Segundo Assad, Virgínia foi liberada ás 16h15m e foi para a casa dela, no bairro Bigorrilho, em Curitiba. Ela vai responder o processo penal em liberdade.

Não é a primeira vez que a ignorância aprisiona a ciência, nem será a última que a ciência libertará a ciência. O problema é que tanto uma como a outra, não tem limites e a sociedade terá que novamente renascer de si – disso o advogado.

Os sete acusados foram denunciados na semana passada por homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha. Em todos os casos investigados foi constatado que os medicamentos Pavulon (pancurônio) ou Tracrium (dibesilato de atracurium) foram ministrados aos pacientes, causando paralisia neuromuscular nas vítimas, após o que era reduzida a ventilação mecânica, levando os pacientes a óbito por asfixia.

Virgínia, chefe da UTI, foi denunciada por sete homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha. Já o médico Anderson de Freitas, por dois homicídios duplamente qualificados e formação de quadrilha. Os médicos Edison Anselmo da Silva e Maria Israela Cortez Bocato foram denunciados, cada, por um homicídio duplamente qualificado e formação de quadrilha.

As enfermeiras Laís da Rosa Groff e Patrícia Cristiane de Gouveia Ribeiro, por um homicídio qualificado e formação de quadrilha. Além deles, a fisioterapeuta Carmencita Emília Minozzo e o enfermeiro Claudinei Machado foram denunciados apenas por formação de quadrilha. Fonte: Site CRESÇO UM POUCO TODOS OS DIAS. (AGÊNCIA O GLOBO).

     Comentário
O advogado da médica Virgínia está fazendo tudo para defender sua cliente, transformando crimes em casos científicos e controvérsias policiais, é o caso de provas documentadas: pela polícia, testemunhas, prontuários e telefonemas em vídeos da médica confirmando os seus crimes e caindo em contradição. Esse é o seu trabalho na defesa da ré. 

A cada dia essa médica está mais implicada com novas testemunhas apresentando fatos ocorridos na UTI. 

Hoje, os auditores já desconfiam de 300 prontuários suspeitos ocorridos há alguns anos, se confirmadas, são mais 300 mortes no Curriculum dessa maquiavélica médica que se tornou famosa pelos seus supostos crimes que poderão se tornar reais através de provas e investigações.  

Nas investigações os auditores e policiais suspeitam também na conivência da direção do hospital com a médica assassina, se comprovado os seus crimes.

Acredito que essa médica não tem a mínima dignidade humana com relação aos seus pacientes, é uma mulher fria e calculista, até pode ser uma psicopata e mercenária, se concluírem a sua participação nas eutanásias dentro da UTI do hospital Evangélico em Curitiba-Brasil.

Se realmente essa médica estava recebendo benesses de planos de saúde particulares para obterem vagas na UTI daquele hospital, e por conta dessas vantagens, estava cometendo os crimes de eutanásia contra pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde Pública), essa médica transformou o hospital Evangélico num campo de concentração nazista e a UTI em câmara de gás. 

Se não tivesse descoberto a tempo, essa médica iria exterminar milhares de pessoas ao longo de sua vida doentia. 

Para uma médica que faz juramento de não matar e sim de salvar vidas, esse procedimento se torna um ato monstruoso e desequilibrado, ferindo todas as éticas da medicina.

O Brasil espera que haja justiça nesse caso e que, a justiça não use da impunidade para livrar uma criminosa e seus asseclas da cadeia. 

A justiça deve abrir os olhos para as evidências e provas criminais, julgando com ética e honestidade, para que não se torne mais um caso na história de impunidade jurídica brasileira.






Por: Ernani Serra
Pensamento: A justiça pode irritar porque é precária. A verdade não se impacienta porque é eterna.
Rui Barbosa