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19 de mar de 2013

Vitamina A



A vitamina A é talvez a vitamina mais importante. Chama-se retinol e é facilmente transformada no corpo humano em ácido retonóico, que é a forma efetiva. 

Uma evidente função da vitamina A e como um grande composto das proteínas (chamadas Rhodopsin) nos olhos que reagem à luz e tornam a visão possível. A maior parte das funções dessa vitamina, todavia, é realizada por seus receptores, que são fatores de transcrição da família de receptores nucleares. Por estes receptores, o ácido retinóico pode afetar quase todas as funções na célula humana. Sabendo disso, é simples entender porque a vitamina A deve ser consumida em quantidades normais.

Estudo mais recente vem mostrando que a vitamina A age como antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento e estão associados a algumas doenças). Porém, recomenda-se cautela no uso da vitamina A, pois em excesso é prejudicial ao organismo.

     CONSEQUÊNCIAS DA DEFICIÊNCIA
A avitaminose que está relacionada com a carência de vitamina A é a xeroftalmia. Um dos epitélios severamente afetado é o do revestimento ocular, levando à xeroftalmia. A xeroftalmia é o nome genérico dado aos diversos sinais e sintomas oculares da hipovitaminose A. A forma cllínica mais precoce da xeroftalmia é a cegueira noturna, onde a criança não consegue boa adaptação visual em ambientes pouco iluminados; manifestações mais acentuadas da xeroftalmia são a mancha de Bitot, normalmente localizada na parte exposta da conjuntiva e a xerose; nos estágios mais avançados a córnea também está afetada constituindo a xerose da corneal, caracterizada pela perda do brilho assumindo aspecto granular e ulceração da córnea; a ulceração progressiva pode levar à necrose e destruição do globo ocular provocando a cegueira irreversível, o que é chamado de ceratomalácia. Outras complicações ligadas à deficiência de vitamina A incluem visão deficiente à noite (hemeralopia), sensibilidade à luz (fotofobia), redução do olfato e do paladar, ressecamento e infecção na pele e nas mucosas (xerodermia), estresse, espessamento da córnea, lesões na pele e câncer nos olhos. A xeroftalmia é diferente de hemeralopia, esta sendo a chamada “cegueira noturna” e aquela secura nos olhos que promove o aumento do atrito entre as pálpebras e o olho, ocasionando ulcerações no epitélio ocular. A deficiência de vitamina A também ocasiona hiperplasias (multiplicação descontrolada das células) e metaplasias (perda da forma celular), além do aparecimento de doenças oportunistas. Infecções frequentes podem indicar carência, pois a falta de vitamina A reduz a capacidade do organismo de se defender das doenças.

     CAUSAS DA DEFICIÊNCIA
1 – Falta de amamentação ou desmame precoce: o leite materno é rico em vitamina A e é o alimento ideal para crianças até dois anos de idade.
2 – Consumos insuficientes de alimentos ricos em vitamina A.
3 – Consumo insuficiente de alimentos que contém gordura: o organismo humano necessita de uma quantidade de gordura proveniente dos alimentos para manter diversas funções essenciais ao seu bom funcionamento. Uma delas é permitir a absorção de algumas vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D. E e K).
4 – Infecções frequentes: as infecções que acometem as crianças levam a uma diminuição do apetite; a criança passa a ingerir menos alimentos podendo surgir uma deficiência de vitamina A. Além disso, a infecção faz com que as necessidades orgânicas de vitamina A sejam mais altas, levando a redução dos estoques no organismo e desencadeando ou agravando o estado nutricional.
5 – Colestase: quando a colestase é prolongada e/ou grave, ocorre supressão total ou quase total da secreção de bílis; sendo a bílis, devido à sua composição característica, essencial para a solubilização de lipídios e vitaminas lipossolúveis de modo a que estes possam ser absorvidos, a vitamina A não poderá ser absorvida, resultando défice.

     CONSUMO EXAGERADO
Pela ingestão exagerada podem surgir manifestações como pele seca, áspera e descamativa, fissuras nos lábios, ceratose folicular, dores ósseas e articulares, dores de cabeça, tonturas e náuseas, queda de cabelos cãimbras, lesões hepáticas e paradas do crescimento.       Podem surgir também falta de apetite, edema, cansaço, irritabilidade e sangramentos. Aumento do baço e fígado, alterações de provas de função hepática, redução dos níveis de colesterol e HDL colesterol também podem ocorrer. Grande cuidado deve ser dado a produtos que contenham o ácido retinóico usado no tratamento da acne.

Alguns carotenoides são pró-vitamínicos A, sendo o mais importante o beta-caroteno, seguido alfa-caroteno. Como o excesso de vitamina A é armazenado no organismo chegando a provocar níveis tóxicos, pode-se recorrer aos carotenoides que podem ser consumidos em doses consideravelmente elevadas sem um acúmulo prejudicial ao organismo.

     ALIMENTOS RICOS EM VITAMINA A
Abacate – abóbora – acelga – batata-doce – brócolis – caju – cenoura – couve – escarola – espinafre – fígado – leite – mamão – manga – manteiga – maçã – melão – óleo de fígado de bacalhau – gema de ovos – pêssego – queijos gordurosos – sardinha – taioba – tucumã (Amazônia).

Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são lipossolúveis, portanto a absorção de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as paredes das células se rompam e liberem cor também aumentam a absorção.






Por: Ernani Serra 
Pensamento: A melhor maneira de manter sua palavra é nunca dá-la.
Napoleão Bonaparte