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17 de mar de 2013

Vitamina D


A Vitamina D ou (calciferol) é uma vitamina que promove absorção de cálcio (após a exposição à luz solar), essencial para o desenvolvimento normal dos ossos e dentes, atua também, como recentemente descoberto, no sistema imunológico, no coração, no cérebro e na secreção de insulina pelo pâncreas. É uma vitamina lipossolúvel obtida a partir do colesterol como precursor metabólico através da luz do sol, e de fontes dietéticas.
 
Funcionalmente, a vitamina D atua como um hormônio que mantem as concentrações de cálcio e fósforo no sangue através do aumento ou diminuição da absorção desses minerais no intestino delgado. A vitamina D também regula o metabolismo ósseo e a deposição de cálcio nos ossos.

O nome da vitamina foi criado pelo bioquímico polonês Casimir Funk em 1912, baseado na palavra em latim “vita” (vida) e no sufixo – “amina”. Foi usada inicialmente para descrever estas substâncias do grupo funcional amina, pois naquele tempo pensava-se que todas as vitaminas eram aminas. Apesar do erro, o nome manteve-se. 

A vitamina D também é muito importante para crianças, gestantes e mães que amamentam, por favorecer o crescimento e permitir a fixação de cálcio nos ossos e dentes.

Além da importância na manutenção dos níveis do cálcio no sangue e na saúde dos ossos, a vitamina D tem um papel muito importante na maioria das funções metabólicas e também nas funções musculares, cardíacas e neurológicas. A deficiência da vitamina D pode precipitar e aumentar a osteoporose em adultos e causar raquitismo, uma avitaminose, em crianças.

     COMO FORNECER VITAMINA D AO ORGANISMO DEFICIENTE. 

Exposição ao sol desencadeia a produção de vitamina D na pele.
  
Alguns alimentos também representam uma fonte desta vitamina. O óleo de fígado de bacalhau (Emulsão Scott) foi utilizado também como suplemento alimentar para evitar o raquitismo, sendo hoje em dia facilmente substituível por medicamentos contendo vitamina D como as ampolas via oral de A, D Forte, mas, a vitamina D da luz solar continua a ser preferível.

     A vitamina D pode ser encontrada sob duas formas:
     1 – O ergocalciferol (vitamina );
     2 – O colecalciferol (vitamina ). 

O ergocalciferol é produzido comercialmente a partir do esteroide ergosterol encontrado em vegetais e leveduras, através de irradiação com luz ultravioleta. É utilizado como suplemento alimentar para enriquecimento de alimentos como o leite com vitamina D. 

O colecalciferol é transformado pela ação dos raios solares a partir da provitamina D³ (7- deidrocolesterol) encontrada na pele humana

Ambas as formas e são hidroxiladas no fígado a 25-hidroxicalciferol e subsequentemente hidroxilada nos rins à forma biologicamente ativa, o 1,25-di-hidroxicalciferol (calcitriol), que atua como uma hormona na regulação da absorção de cálcio no intestino e regulação dos níveis de cálcio em tecidos ósseos e renais.

A vitamina D é fundamental para a homeostase do cálcio no organismo. Como outras vitaminas, deve ser consumida em quantidades adequadas, evitando faltas e excessos.

A quantidade de vitamina D que um adulto precisa varia de acordo com a idade: Idosos com mais de 70 anos de 5 mg a 10 mg, podendo chegar a 15 mg.

Poucos alimentos são considerados fontes de vitamina D, mas entre eles encontram-se: a gema de ovo, fígado, manteiga e alguns tipos de peixes como a cavala, o salmão e o arenque, embora em menor quantidade, a sardinha e o atum também têm vitamina D.

Nos Estados Unidos é obrigatório que o leite seja reforçado com vitamina D; embora outros alimentos e bebidas também pudessem ser reforçados com vitamina D nos EUA, inclusive cereais matinais prontos para comer, produtos lácteos, bebidas à base de soja e sucos, porém são insuficientes por eles só.

No fígado, a vitamina D é convertida em uma forma que pode ser transportada pelo sangue.

Nos rins, essa forma é modificada para produzir hormônios derivados da vitamina D, cuja função principal é aumentar a absorção de cálcio no intestino e facilitar a formação normal dos ossos. 

Na deficiência de vitamina D, as concentrações de cálcio e de fosfato no sangue diminuem, provocando uma doença óssea porque não existe uma quantidade suficiente de cálcio disponível para manter os ossos saudáveis.

Esse distúrbio é denominado raquitismo nas crianças, uma doença que se manifesta com atraso no fechamento da moleira nos recém-nascidos (importante na calota craniana), desmineralização óssea, as pernas tortas e outros sinais relacionados com estrutura óssea.    É denominado osteomalácia nos adultos, onde se desenvolvem ossos fracos e moles.

A deficiência de vitamina D é causada, sobretudo pela falta de exposição á luz solar e não tanto com vitamina D na dieta, como demonstram novos estudos independentes. Essa deficiência pode ocorrer em indivíduos idosos porque a ele produz menos vitamina D, mesmo quando exposta à luz solar, mas também pelas erradas recomendações dos médicos em aconselhar suplementos de vitamina D ao invés da exposição solar, ou pelo excesso de protetor solar

A deficiência de vitamina D durante a gravidez pode causar osteomalácia na mulher e raquitismo no feto

A vitamina D tem poucas hipóteses de se tornar tóxica no corpo, pois quando a pele não transforma o colesterol presente em vitamina D inativa (só é ativada no fígado e rins), os raios solares naturalmente destroem a vitamina.

Alguns dos alimentos que contêm vitamina D são: Atum fresco (90 g); Sardinha fresca (100 g); Sardinha enlatada (100 g); Comgumelos (100 g); Leite (1 copo); Gema de ovo (100 g); Iogurte (1 potinho). Fonte: Wikipédia.






Por: Ernani Serra
Pensamento: Se não fosse imperador, desejaria ser professor. Não conheço missão maior e mais nobre que a de dirigir as inteligências jovens e preparar os homens para o futuro.
D. Pedro II