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13 de mai de 2013

Collor continua Polêmico


Fernando Collor rasgou durante a reunião da comissão do Senado Federal desta quarta-feira (08/05/2013) o documento com as informações enviadas e pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) sobre a situação das obras em rodovias federais, sob a alegação de que se tratava de dados falsos.

Enquanto Collor lia, nesta manhã, a prestação de contas do DNIT, os senadores Acir Gurgacz e Valdir Raupp informaram que, há poucos dias, estiveram na BR-364 em Rondônia, quando constataram que as obras não estavam acontecendo.

No relatório, o DNIT havia informado que as obras tinham recomeçado na última semana de abril.

Nós temos é que rasgar isso aqui e devolver para o diretor-geral do DNIT, para que ele tome providências, afirmou Collor. Em seguida, ele rasgou o documento e solicitou a um servidor da comissão que colocasse os pedaços dos papeis rasgados em um envelope e encaminhasse para o diretor do DNIT, alegando que a comissão não aceitaria mais as mentiras que ali constavam.

Esse TCU tem que colaborar. Esses técnicos do TCU também, prepotentes, incompetentes, inexperientes, que ficam criando dificuldades as mais extravagantes e, o pior é que, em nome da boa execução financeira da obra, e não é! As obras que estão paralisadas têm um preço, no final, duplicado, triplicado disse Collor. Fonte: Site UOL NOTÍCIAS POLÍTICA.

     Comentário
Não são sós as rodovias que estão em péssimo estado, temos também os portos que estão entravando as exportações e o progresso do país.

Já é do conhecimento do povo que estas burocracias só prejudicam a nação brasileira. Tudo isso só faz parte da corrupção política, eles não se interessam pelo bom andamento do país e sim, do seu bolso.

Todas as obras do governo já começam superfaturadas e quando eles abandonam e recomeçam de novo os valores triplicam. 

Quanto a Fernando Collor quando se candidatou a Presidente da República foi um ferrenho adversário no combate aos marajás e que combateria a inflação, a corrupção, e “defensor dos descamisados”, se autodenominou “caçador de marajás”, mas quando se tornou presidente nada fez para combater os marajás ao contrário ele se tornou um deles através da corrupção e dos escândalos que culminou com as denúncias do próprio irmão Pedro Collor de Mello. 

Por trás do jeito Collor, montava-se um esquema de corrupção e tráfico de influência que veio a tona em seu terceiro ano de mandado. 

O chamado esquema PC teria como beneficiários integrantes do alto escalão do governo e o próprio presidente. No mês seguinte, o Congresso Nacional instalou uma CPI confirmando as acusações e dando detalhes do esquema.

Um dos expedientes utilizados por PC era abrir contas “fantasmas” para realizar operações de transferência de dinheiro arrecadado com o pagamento de propina e desviado dos cofres públicos para as contas de Ana Accioly. Além disso, gastos da residência oficial de Collor, a Casa da Dinda, eram pagos com dinheiro de empresas de PC Farias.

Aprovado por 16 votos a 5, o relatório da CPI constatou também que as contas de Collor e PC não foram incluídas no confisco de 1990. Foi pedido o impeachment do presidente.

Collor renunciou ao cargo, mas com o processo já aberto, teve seus direitos políticos cassados por oito anos, até 2000.

Infelizmente, o povo não tem memória e merece os governantes que têm, e colocaram Collor no Congresso Nacional, e se duvidar, esse mesmo povo poderá colocar na Presidência da República se ele se candidatar a Presidente.




Por: Ernani Serra
Pensamento: Não é a terra que constitui a riqueza das nações, e ninguém se convence de que a educação não tem preço.
Rui Barbosa