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9 de jul de 2013

Prism X Nsa e Edward Snowden


Edward Joseph Snowden nasceu em Elizabeth City, Estados Unidos, 21 de julho de 1983, é um administrador de sistemas americano e ex-agente da CIA, que denunciou ao mundo a espionagem realizada por conta do governo americano em comunicações e tráfego de informações, pelo material sigiloso do programa de vigilância PRISM da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos aos jornais The Guardian e The Washington Post.

Do Havaí, onde trabalhou na Booz Allen Hamilton, e antes de revelar documentos sigilosos aos jornalistas, Edward Snowden primeiro fugiu em 20 de maio de 2013 para Hong Kong, onde esperava conseguir asilo político. O pedido de extradição as autoridades norte-americanas, não teve sucesso e não cumpriu com as exigências do governo de Hong Kong.

Em 22 de junho de 2013 as autoridades federais dos Estados Unidos apresentaram acusações formais contra esse ex-agente da CIA, pelo vazamento de dados secretos do governo que revelaram detalhes do projeto de monitoramento global, denominado PRISM, que monitorou as conversas telefônicas e transmissões na internet de cidadãos dos EUA e de outros países. 

Ele foi acusado também de espionagem, roubo e transferência de propriedade do governo, em um documento confidencial, apresentado em um tribunal federal da Virgínia, disseram funcionários americanos à imprensa local.

Em 23 de junho de 2013, Snowden embarcou em um avião comercial da Aeroflot, desde Hong Kong para Moscou. 

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, ofereceu asilo em seu país em 1º de julho de 2013, mas exigiu que para isso Edward Snowden parasse de divulgar segredos norte-americanos.   Em reação, Snowden retirou o pedido de asilo à Rússia. Entre tempo enviou pedidos de asilo a 21 países, entre eles: Alemanha, Áustria, Bolívia, Brasil, China, Cuba, Finlândia, França, Índia, Itália, Irlanda, Países Baixos, Nicarágua, Noruega, Polônia, Espanha, Suíça e a Venezuela.

No dia 5 de julho, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela anunciou a aceitação do pedido de asilo político de Snowden.

Dia 6 de julho, Evo Morales, presidente da Bolívia, oferece asilo humanitário a Snowden. Fonte: Wikipédia.
                  
PRISM E NSA

PRISM é um programa de vigilância eletrônica altamente secreta mantida pela Agência de Segurança Nacional (NSA) dos Estados Unidos desde 2007. O programa tem como objetivo o monitoramento e a avaliação de mídias eletrônicas, de maneira a possibilitar não apenas a recuperação de informações armazenadas sobre um alvo em específico, mas também, a vigilância de comunicações em tempo real. O programa permite a escolha de qualquer cliente das empresas participantes, independentemente de estes serem cidadãos norte-americanos e de estarem ou não nos Estados Unidos.

PRISM seria capaz de fornecer à NSA diversos tipos de mídia sobre os alvos escolhidos, como correio eletrônico, conversas por áudio e por vídeo, vídeos, fotos, conversações usando voz sobre IP, transferências de arquivos, notificações de login e outros detalhes pertinentes às redes sociais.

Segundo uma apresentação que veio a público, nove das grandes corporações e serviços de Internet participam do programa: Microsoft, Google, Facebook, Yahoo!, Apple, YouTube, AOL, Paltalk e Skype. O jornal The Whashington Post apontou ainda que o documento vazado informa que o PRISM é “a principal fonte primária de inteligência usada nos relatórios de análise da NSA”.

O PRISM substituiu o Programa de Vigilância do Terrorismo, que foi implementado na sequência dos ataques de 11 de setembro sob o governo de George W. Bush. Enquanto o Programa de Vigilância do Terrorismo foi amplamente criticado e teve sua legalidade questionada, porque não foi realizado sob a aprovação do Tribunal de Vigilância de Inteligência Estrangeira, o PRISM foi autorizado por uma decisão do Tribunal. A NSA continuou a operar o PRISM durante a administração de Barack Obama.

Russ Baker, um jornalista investigativo, comentou a respeito da declaração do governo em uma entrevista à rede de TV RT, dizendo que “as alegações de que a NSA não está espionando os americanos são absurdas porque qualquer um poderia cometer um ato terrorista. Na realidade eles estão observando todos nós. Eles estão tentando estabelecer redes de comunicações, mas isso é de certa maneira ridículo por que você está procurando por uma agulha no palheiro. Você está virtualmente observando o mundo inteiro, tentando encontrar apenas um punhado de conspirações e, como sabemos, essa conspiração revelam-se mais complicadas, com informantes do FBI envolvidos desde o início”.

O senador Bernie Sanders, um crítico do PATRIOT Act, disse que outros senadores tinham uma ideia aproximada da atividade de vigilância, mas não sabiam que alcançava a cifra de vários milhões de pessoas. O senador Rand Paul, outro crítico do PATRIOT Act, disse que muito de seus colegas não prestaram atenção o suficiente na comunidade de inteligência. A senadora Feinstein comentou que os colegas conheciam os detalhes do programa de vigilância, pois o painel de inteligência oferece seminários a esse respeito. “Eles não vêm”, disse ela. O senador Paul também argumentou que as amplas varreduras de dados não são efetivas porque elas não são adequadamente direcionadas para suspeitos de terrorismo. Fonte: Wikipédia.




Por: Ernani Serra 
Pensamento: Aqueles que têm um grande autocontrole, ou que estão totalmente absortos no trabalho, falam pouco. Palavra e ação não andam bem. Repare na natureza: trabalha continuamente, mas em silêncio.
Mahatma Gandhi