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7 de ago de 2013

Culpado ou Inocente 2


     O filme de terror continua com suas contradições a seguir:

1 – Estão dizendo que o exame que fizeram nas mãos do jovem Marcelo Eduardo não continha vestígios de pólvoras, como pode não ter esses vestígios se, se supõem que o adolescente de 13 anos assassinou quatro pessoas da família incluindo ele próprio no suicídio e não encontraram pigmentações de pólvoras. Tudo indica que o jovem não cometeu essa atrocidade e nem a própria família acredita nessa versão, pois o adolescente era uma pessoa boa e amava a avó e a tia, não tendo nenhum motivo para assassina-las. Ninguém mata sem motivos. Os mortos não falam e estão usando o garoto como bode-expiatório para encobrir quem ou o quê, ou o porquê daquela chacina. Se o crime foi cometido por outra pessoa oculta, essa pessoa estava com muito ódio para executar toda família e se realmente foi o rapaz então estava com ódio por algum motivo. Toda causa produz um efeito.

2 – Se encontrou na mochila do rapaz outro revólver calibre 32 porque não usou o da mochila que já estava em mãos e foi procurar o revólver da sua mãe policial militar para executar os crimes. Apesar de estarem dizendo agora que ele deixou a mochila em casa com o revólver e saiu com outra e que, encontraram a chave do carro em sua mochila.

3 – Se o carro de sua mãe que dizem que ele usou para ir até o colégio, e o delegado ao ver as imagens da câmara não tinha certeza que era o jovem quando foi entrevistado pela repórter, apenas acusou porque usava uma mochila nas costas e achou que era a mochila dele que nem apareceu na imagem da câmara para saber se era a dele ou não. Por que iria o jovem pedir uma carona para voltar a sua casa se tinha um carro estacionado a poucos metros do colégio? Se ele foi para a escola as 7h00 como poderia ter chegado de carona com o pai de um aluno por volta das 23h00 e pediu a pessoa que o levou na carona até sua casa que não buzinasse porque seus pais estavam dormindo naquela noite, não é motivo de suspeitar dele, e sim, talvez, uma maneira de preservar o sono dos pais.

4 – Se ninguém deu aulas de direção e todos da família não sabia que ele poderia dirigir um veículo e que, nunca tinha dirigido, porque de repente esse jovem pegou o carro da mãe e vai até o colégio, será que foi ele mesmo ou alguém que dirigiu, deixou o carro estacionado e usou uma mochila nas costas para que o crime fosse perfeito, pois, talvez soubesse que havia uma câmara por perto que poderia deixar o garoto como suspeito dos crimes. A imagem que nós temos de uma pessoa estacionando esse veículo à 1h15 da manhã e às 6h30 da manhã uma pessoa desce desse veículo, coloca uma mochila nas costas e vai em direção à escola. A imagem da câmara não mostra o rosto legível e o que esse rapaz estava fazendo dentro do carro durante cinco horas, quando o colégio abre às sete horas. Esse crime foi tão bem elaborado que a maioria das pessoas, não acredita que o jovem tivesse uma mente tão diabólica para sua tenra idade.

5 – Até agora não soubemos o resultado do exame toxicológico nos cadáveres e nem foi dito nas reportagens se os tiros foram à queima-roupa ou se houve certa distância, se foi à queima-roupa, então deveriam existir vestígios de pólvora nos rostos das vítimas com suspeitas de dopem, mas se foram disparados a certa distância os pais teriam reagido antes de morrer e os tiros não seriam localizados somente na cabeça e sim, também no corpo, o jovem teria que ser um bom atirador quase profissional para atingir só a cabeça. Se nenhum vizinho ouviu os estampidos da arma calibre 40 de propriedade da Policia Militar, talvez tenham usado outra arma calibre 40 com silenciador, somente o exame de balística poderá apurar e examinar os projéteis se foi realmente da arma em questão.

6 – Uma reportagem disse que encontraram a arma do crime embaixo do rapaz, outra disse que a arma estava na mão direita e agora disseram que a arma estava na mão esquerda. Um parente disse que Marcelo Eduardo não era canhoto era destro. O que existem são fragmentos de desencontros nessas reportagens que não apuram o caso corretamente e aparecem as contradições que não chega a um resultado correto. 

A vizinhança traça um perfil muito bonito da família e do rapaz que empinava pipa, jogava vídeo games, e nunca andou com armas e nem dirigia carro era um jovem normal.

Ainda não acredito na versão de que o rapaz cometeu essa barbárie familiar. Só depois de tirar todas as dúvidas é que vou acreditar no ocorrido, até agora está muito obscuro essas supostas provas contra o adolescente.




Por: Ernani Serra
Pensamento: O homem que não luta pelos seus direitos não merece viver.
Rui Barbosa