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4 de ago de 2013

MKultra

 

MKULTRA foi o nome de código dado a um programa ilegal e clandestino de experiências em seres humanos, feito pela CIA. As experiências em seres humanos visavam identificar e desenvolver drogas e procedimentos a serem usados em interrogatórios e tortura, visando debilitar o indivíduo para forçar confissões por meio de controle de mente.

As várias drogas utilizadas, todas do tipo drogas psicoativas, incluíram Mescalina, LSD e outras.

As experiências do MKULTRA têm relação com o desenvolvimento de técnicas de tortura contidas nos Manuais KUBARK divulgadas também pelos treinamentos da Escola das Américas.

     MANUAIS KUBARK
KUBARK é nome oficial dos chamados “Manuais de Tortura” usados pela CIA e pelas forças militares americanas. O KUBARK geralmente é relacionado com práticas e métodos de Tortura.        Usa muitas técnicas que foram objeto de experiências em seres humanas feitas através do Projeto MKULTRA e que são transmitidas pela Escola das Américas.

KUBARK era uma Criptografia, ou seja, um nome criptografado usado pela CIA para se referir a si mesma. A Criptografia KUBARK aparece no título de documentos da CIA de 1963 que descreve técnicas de interrogatórios incluindo o que a CIA chamou de “técnicas coercivas” descreve técnicas de interrogatório abusivas incluindo o uso de Choques Elétricos.  São controversos manuais usados no treinamento militar americano que foram liberados para o público em 1996. Em 1997 mais dois manuais foram liberados após pedido através do Freedom of Information Act (FOIA) pelo jornal Baltimore Sun. Os manuais são conhecidos como “Manuais de Tortura”.

No livro “Torture and Democracy” (Tortura e Democracia) do Professor Darius Rejali, ele traça a história do desenvolvimento de métodos de tortura incluindo a passagem pelos estudos da CIA no MKULTRA, os Manuais KUBARK, as técnicas utilizadas em Abu Ghraid e a evolução de tortura desde os tempos medievais como uma atividade de interesse de vários governos.

     ESCOLA DAS AMÉRICAS
A Escola das Américas foi inicialmente criada em Fort Amador, no Panamá, como parte da iniciativa da conhecida Doutrina de Segurança Nacional. Sua denominação inicial foi “Centro de Adestramento Latino-americano”. Sua missão principal era a de fomentar cooperação ou servir como instrumento para preparar as nações latino-americanas a cooperar com os Estados Unidos e manter assim um equilíbrio político contendo a influência crescente de organizações populares ou movimentos sociais de esquerda.

Em 1950 a escola mudou o seu nome para United States Army Caribbean School (“Escola Caribenha do Exército dos Estados Unidos”) e foi transferida para Fort Gulick, também no Panamá; neste mesmo ano o espanhol foi adotado como língua oficial da academia.    Em julho de 1963 o centro reorganizou-se com o nome oficial de United States Army School of the Americas (USARSA), ou mais popularmente como Escola das Américas.

Durante as seguintes décadas cooperou com vários governos e regimes totalitários e violentos. Vários dos seus cursos de adestramento incluíam técnicas de contra insurgência, operações de comando, treinamento em golpes de Estado, guerra psicológicos, intervenção militar, técnicas de interrogação. Os manuais davam detalhes sobre violações de direitos humanos permitidos, como por exemplo: o uso de tortura, execuções sumárias, desaparecimento de pessoas, etc. definindo seus objetivos como sendo o de conter e controlar indivíduos participantes em organizações sindicais e de esquerda.

O governo de Jimmy Carter reconheceu as ditas práticas e obrigou a Escola a suspender as suas atividades. Em 1977, diante das provisões dos Tratados Torrijos-Carter relativos ao Canal do Panamá os Estados Unidos aceitaram a demanda panamenha de retirar de seu país a escola para recoloca-la em território americano em Fort Benning, Georgia.

Em 1984, o governo de Ronald Reagan autorizou o reinício dos treinamentos de contra guerrilha na Escola. Fonte: Wikipédia.




Por: Ernani Serra
Pensamento: O ser humano na sua índole desumana, perversa e maquiavélica mostra a humanidade a sua capacidade de destruição do homem pelo homem.
Ernani Serra