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26 de ago de 2013

O Maior Cão do Mundo


     HISTÓRIA DA RAÇA - IRISH WOLFHOUND
É um animal de grande porte corre velozmente pelos campos da Irlanda. Com a imponência de um galgo e a precisão de um exímio caçador, abate a presa perseguida – um alce gigante. Sua majestade, o Rei, e seus companheiros de caçada vão de encontro ao brilhante herói, que os aguarda ansiosamente com o troféu entre os dentes. Esse caçador vitorioso não é ninguém mais, senão o Irish Wolfhound.

O Wolfhound Irlandês que hoje conhecemos se enquadra perfeitamente com as gravuras da vida feudal na Idade Média. Mas por trás dessa aparência forte e grande bate um coração gentil.

Ariano, no século II, mencionava ágeis Hounds que foram levados para a Grécia, durante a invasão dos celtas, que saquearam Delfos em 273 a.C.. Como prova disto têm algumas estátuas, joias e pinturas, posteriormente recuperadas.

A raça já era bem conhecida em Roma. Mas o primeiro registro autêntico data de 391, quando o cônsul romano Quintus Aurelius Symmachus o menciona numa carta escrita a seu irmão Flávio, agradecendo-lhe o presente de sete Wolfhounds Irlandeses “que maravilharam toda Roma”.

A literatura antiga da Irlanda faz muitas referências a esses cães enormes, e as leis antigas demonstram como eram estimados. Eram os mais valiosos cães de caça dos primeiros séculos, famosos por suas façanhas e sabedoria.

Em 1596 o grande poeta espanhol Lope de Vega escreveu um soneto sobre Wolfhound Irlandês.

Seu aspecto é meigo, sua disposição agradável, e sua força é tão grande que em um combate com Mastiffs ou Bulldogs a eles se iguala. Geralmente plega seus adversários pelo dorso e os sacode até a morte, o que sua enorme força lhe permite fazer.

Esses poderosos cães eram utilizados não só na caçada ao lobo irlandês, mas também ao gigantesco alce, contudo, com o desaparecimento dos lobos e alces e por causa das excessivas exportações, a raça quase se tornou extinta. Coube então ao capitão G.A. Graham, oficial escocês no exército britânico, reunir alguns exemplares remanescentes e, graças a criteriosos acasalamentos outocrossing, reabilitar a raça. Começou tal trabalho em 1862 e levou 20 anos até atingir seu ideal em 1885; o padrão foi fixado sob sua supervisão.

A disposição do Irish Wolfhound para o esporte não pode ser questionada. No continente europeu e utilizado em vários tipos de caçadas, como na caça ao javali selvagem. No Quênia já chegou a ser utilizado em caçadas a leões. Nos Estados Unidos era muito usado para perseguir e matar coiotes ou mesmo lobos, contudo, hoje em dia é pouco utilizado neste tipo de trabalho, mas, nem por isso deixa de ser um cão de caça e assim deve ser acasalado, considerando-se as exigências do padrão. 

     COMPORTAMENTO DA RAÇA
A raça é extremamente inteligente. Isso pode ser constatado através do seu relacionamento com crianças. "O Irish tem consciência do seu tamanho, da sua força, quando uma criança chega perto dele para brincar, ele limita-se a deitar, sentar, lamber, demonstrando carinho; não tenta nenhuma manifestação mais efusiva, pois sabe que pode machuca-la. Já com a criança “espoleta”, simplesmente sai de perto, mudando de lugar, enquanto insistir em mexer com ele”.

Para quem não tem ideia do tamanho de um Irish, há registros de que na Idade Média, extrapolando qualquer limite, um exemplar chegou a medir 1,20 m na centelha. Esse foi um caso excepcional, mas os cães adultos dessa raça, normalmente não medem menos do que 86 cm, Max, o nosso cão arteiro, mede 96 cm.

“O Irish Wolfhound é um cão dócil, amável, obediente, muito alegre, festeiro, sensível, ciumento e avesso a violências e agressividades”.

Pela sua força, não aconselhamos que sejam adestrados para guarda, pois, num ataque, pode matar uma pessoa, contudo, pelo seu próprio porte avantajado, já inibe tentativas de qualquer tipo de agressão.

O Irish dedica-se muito ao dono, aliás, sempre elege um indivíduo da casa como seu guia, entretanto, ama a todos, inclusive os que não moram na casa e mais, nunca se esquece dos amigos.

Muitos pensam que para se ter um Irish é necessário possuir uma fazenda, ou pelo menos uma casa que tome todo quarteirão. Isso não é verdade, na medida em que, para ele, basta ficar perto do dono. Na minha casa o quintal é relativamente grande, porém, Max nunca deu bola para esse espaço. Ficava sempre na porta da cozinha esperando a permissão para entrar, ao sinal verde, ficava no meu pé o dia inteiro.

O nosso cão Max foi adestrado para pista e companhia quanto tinha aproximadamente seis meses. Aos dez anos, ainda reconhecia seu adestrador e fazia a maior festa quando o via.

Para quem pensa que ter um cão desse tamanho dá muito trabalho, engana-se redondamente. O Irish não exige nenhum cuidado especial. Quando ele ainda é filhote, pode precisar de uma alimentação mais reforçada, com muito leite, vitaminas, carne, legumes e cereais, e durante a fase de crescimento, que vai até dois anos, tem apetite “bastante desenvolvido”, contudo, ao atingir a fase adulta, come menos que um Pastor Alemão.  Por ser um galgo, cão de caça, tem o estômago pequeno e não se alimenta com mais de um quilo de ração por dia.

O Irish é o maior e o mais alto dos cães Hounds. Na aparência geral lembra muito o Greyhound, como por exemplo, no formato das orelhas e nas pernas longas e fortes. Apresenta pelagem áspera e dura, corpo bastante musculoso e graciosamente construído. A altura e o peso mínimo dos machos devem ser de: 81 cm e 54,5 kg, e das fêmeas de 76 cm e 48 kg; isto para exemplares com mais de 18 meses de idade.

As cores mais conhecidas são: cinza, tigrado, vermelho, preto, branco puro, dourado-claro ou qualquer outra cor que apareça no Deerhound. Fonte: Site na Internet.




Por: Ernani Serra 
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Desmond Tutu