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31 de ago de 2013

Síndrome do Pânico


O transtorno do pânico, ou ansiedade paroxística episódica, é um distúrbio emocional que faz com que o indivíduo tenha ataques de pânico esporádicos, intensos e muitas vezes recorrentes. Pode ser controlado com meditação e psicoterapia e a sua cura se dá com o tratamento de um a dois anos de medicação Pondera de 10 ou 20 mg (cloridrato de paroxetina) por dia a critério médico, é importante ressaltar que um ataque de pânico pode não constituir doença, se isolado, ou ser secundário a um transtorno mental.

O distúrbio é nitidamente diferente de outros tipos de ansiedade, caracterizando-se por crises súbitas, com ou sem fatores desencadeantes e, frequentemente, incapacitantes

Depois de ter uma crise de pânico a pessoa pode desenvolver medos irracionais, chamados fobias, dessas situações e começar a evita-las.

Os sintomas físicos de uma crise de pânico aparecem subitamente, sem nenhuma causa aparente ou por meio de ansiedade extrema motivada por: estresse, perdas por morte de pessoas muito queridas, choques emocionais, aborrecimentos ou expectativas. Os sintomas são como uma preparação do corpo para alguma “coisa terrível”. A reação natural é acionar os mecanismos de fuga, diante do perigo “irreal” criado pelo seu subconsciente como se fosse real, o organismo trata de aumentar a irrigação de sangue no cérebro e nos membros usados para fugir – em detrimento de outras partes da cabeça.  

Os sintomas são desencadeados a partir da liberação de adrenalina frente a um estímulo considerado como potencialmente perigoso. A adrenalina provoca alterações fisiológicas que preparam o indivíduo para o enfrentamento desse perigo abstrato: aumento da frequência cardíaca e respiratória, a fim de melhor oxigenação muscular, além do aumento da frequência respiratória (hiperventilação) é o principal motivo do surgimento dos sintomas.

Durante a hiperventilação, o organismo excreta uma quantidade acima do normal de gás carbônico. Este, apesar de ser uma excreta do organismo, exerce função fundamental no controle do equilíbrio acidobásico do sangue. Quando ocorre diminuição do gás carbônico ocorre também um aumento no PH sanguíneo (alcalose metabólica) e, consequente a isso, uma maior afinidade da albumina plasmática pelo cálcio circulante, o que irá se traduzir clinicamente por uma hipocalcemia relativa (por redução na fração livre do cálcio). Os sintomas dessa hipocalcemia são sentidos em todo o organismo.

O sistema de “alerta” normal do organismo – o conjunto de mecanismos físicos e mentais que permite que uma pessoa reaja a uma ameaça – tende a ser desencadeado desnecessariamente na crise de pânico, sem haver perigo iminente.

Algumas pessoas são mais suscetíveis ao problema do que outras. Constatou-se que o Transtorno do Pânico, ocorre com maior frequência em algumas famílias, e isto pode significar que há uma participação importante de um fator hereditário (genético) na determinação de quem desenvolverá o transtorno. Entretanto, muitas pessoas que desenvolvem este transtorno não tem nenhum antecedente familiar.

O cérebro produz substâncias chamadas neurotransmissores que são responsáveis pela comunicação que ocorre entre os neurônios (células do sistema nervoso). Estas comunicações formam mensagens que irão determinar a execução de todas as atividades físicas e mentais de nosso organismo como: andar, pensar, memorizar, etc. Um desequilíbrio na produção destes neurotransmissores pode lavar algumas partes do cérebro a transmitir informações e comandos incorretos. Isto é exatamente o que ocorre em uma crise de pânico; existe uma informação incorreta no subconsciente alertando e preparando o organismo para uma ameaça ou perigo que na realidade não existe. No caso do Transtorno do Pânico os neurotransmissores que se encontram em desequilíbrio são: a serotonina e a noradrenalina

O transtorno do pânico é um sério problema de saúde, mas pode ser tratado e curado.

Geralmente, ele é disparado em jovens adultos, cerca de metade dos indivíduos que têm transtorno do pânico se manifestam antes dos 24 anos de idade, mas algumas pesquisas indicam que a manifestação ocorre com mais frequência dos 25 aos 30 anos. Mulheres são duas vezes mais propensas a desenvolverem o transtorno do pânico do que os homens.

O transtorno do pânico pode durar meses ou mesmo anos, dependendo de como e quando o tratamento é realizado. Se não tratado pode piorar a ponto de afetar seriamente a vida social do indivíduo, que tenta evitar os ataques e acaba os tendo. De fato, muitas pessoas tiveram problemas com amigos e familiares ou perderam o emprego em decorrência do transtorno do pânico.

O importante, entretanto, não alterar qualquer tratamento ou medicação em andamento sem um acompanhamento médico especializado. Fonte: Wikipédia.




Por: Ernani Serra
Pensamento: O estado emocional é como um edifício. Basta uma pequena rachadura para comprometer uma obra inteira.
D. Faé