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25 de out de 2013

Concorde - Avião Supersônico


O Concorde era um avião comercial supersônico de passageiros, construído pelo consórcio formado pela britânica British Aircraft Corporation (BAC) e a francesa Aérospatiale. Foi operado apenas pelas companhias British Airways e Air France. Sua velocidade de cruzeiro é de Mach 2.04 (entre 2.346 e2.652 km/h, e um teto operacional de 17.000 metros de altura (aproximadamente 58.070 pés). Voos comerciais começaram em 21 de janeiro de 1976 e terminaram em 24 de outubro de 2003.

No final da década de 1950 era de interesse das agências americana, francesa, inglesa e soviética, a criação de uma aeronave supersônica de transporte de passageiros. Cada um dos referidos países possuía seu próprio projeto, porém, no começo da década de 1960, devido aos enormes custos demandados, os governantes da Inglaterra e França decidiram juntar forças, e em 28 de novembro de 1962 foi assinado um tratado que criou o consórcio franco-britânico e tornou possível o avião.

No início, o Concorde tinha cerca de 100 pedidos das companhias mais importantes do mundo, além da Air France, Pan Am e BOAC, atual British Airways, que eram as companhias lançadoras do tipo, a Japan Airlines, Lufthansa, American Airlines, Qantas e TWA também manifestaram interesse de compra.

A construção dos dois protótipos começou em fevereiro de 1965. O Concorde 001 foi construído pela Aerosptiale em Toulouse, enquanto outro foi construído pela BAC em Filton. O Concorde 001 decolou para seu primeiro voo de teste em 2 de março de 1969, e o primeiro voo supersônico foi realizado no dia 1º de outubro do mesmo ano.

Em 4 de setembro de 1971 o Concorde começou a sua série de voos de demonstração em uma turnê mundial, inclusive inaugurando o Aeroporto Internacional de Dallas-Fort Worht em 1973, quando a aeronave visitou os Estados Unidos. Estes voos de demonstração fizeram com que a aeronave acumulasse 60 pedidos de compra.

Entretanto, uma avalanche de cancelamentos ocorreu devido a uma conjunção de vários fatores, como a crise do petróleo dos anos 1970, dificuldades financeiras por parte dos parceiros das companhias aéreas, a queda do concorrente russo do Concorde, o Tupolev Tu-144, e alegados problemas ambientais, como elevado ruído ao ultrapassar a barreira do som e poluição atmosférica. No final, apenas Air France e British Airways restaram como compradoras.

Ambas as companhias europeias realizaram uma série de voos testes e voos de demonstração ao redor do globo, a partir do ano de 1974, quando recordes aeronáutico foram estabelecidos, e até hoje não superados. No total, foram 5.070 horas voadas com os seis primeiros modelos do Concorde (que não foram utilizados comercialmente), sendo 1.619 horas de testes em voo supersônico.

Em 21 de janeiro de 1976 o Concorde iniciou voos comerciais, ligando Paris ao Rio de Janeiro, com uma escala em Dakar. Voar no Concorde era uma experiência única. Tendo uma velocidade de cruzeiro em torno de 2,5 vezes a de qualquer aeronave de passageiros – 1.150 nós contra 450 nós – sendo 1.292 nós o recorde em 19 de dezembro de 1985 – ele foi capaz de um feito memorável: um Concorde e um Boeing 747 da Air France decolaram ao mesmo tempo, o Concorde de Boston e o Boeing 747 de Paris. O Concorde chegou a Paris, ficou uma hora no solo e retornou a Boston, pousando 11 minutos antes do Boeing 747.

Turbulência era uma coisa que raramente o Concorde enfrentava, devido sua grande altitude de voo. Olhando pela janela podia-se ver claramente a curvatura do globo terrestre.     A aeronave era mais rápida que a velocidade de rotação da Terra, e isso se fazia notar quando ela decolava após o pôr do sol de Londres e chegava à Nova York ainda de dia.   Porém, por se tratar de um avião supersônico, o Concorde emitia muito ruído e poluição, e assim, por muito tempo, houve restrições ambientais impedindo sua operação nos Estados Unidos.

O serviço de passageiros no Concorde permaneceu sem acidentes por cerca de 24 anos, atendendo regularmente, além de Nova Iorque e Washington, as cidades de Miami, Bridgetown (Barbados), Caracas, Ilha de Santa Maria, Dakar, Bahrain, Singapura, Cidade do México e Rio de Janeiro. Ao longo destes anos, o avião rodou o mundo nas duas direções, visitando todos os continentes, exceto a Antártica. Porém, em 25 de julho de 2.000, uma das unidades da Air France (Voo Air France 4590) teve um acidente fatal, causado por uma peça de um DC-10 da Continental Airlines, que se soltara na pista minutos antes, o que causou a paralisação de toda a frota francesa e britânica. Este acidente foi o começo do fim para os voos do Concorde.

Após o acidente, o Concorde sofreu algumas modificações, retornando ao serviço de passageiros 15 meses após. Porém, em 10 de abril de 2003, Air France e British Airways em 24 de outubro do mesmo ano.

O último voo oficial foi realizado por uma aeronave da British Airways, em 26 de novembro de 2003, para Filton, sua terra natal, quando homenagens e manobras foram realizadas, como o movimento do “Bico” (levantamento e abaixamento). Logo depois seus motores foram desligados fechando um dos mais gloriosos capítulos da aviação.

Foram fabricados vinte Concordes ao longo de um período de 13 anos. Apenas a British Airways e Air France operaram a aeronave comercialmente.

Portanto, das vinte unidades produzidas, apenas quatorze operaram comercialmente, sete pela British Airways e sete pela Air France.

Dos vinte Concordes produzidos, dezessete estão expostos (um na fábrica da Airbus, em Toulouse, quatro em aeroportos e doze em museus aeroespaciais).

O Concorde gastava uma tonelada de combustível por passageiros para atravessar o Oceano Atlântico, tornando o seu custo operacional altíssimo, mesmo para os padrões da época em que foi produzido.

Apesar de consumir tanto combustível, o Concorde consumia menos que um Boeing 747, porém transportado um número de passageiros muito menores (100 passageiros).

Até ao ano 2000 o Concorde dava lucro às empresas operadoras, mas devido aos ataques de 11 de setembro de 2001 a demanda pelos voos intercontinentais diminuiu e seus voos tornaram-se economicamente inviáveis.

O Concorde é considerado um símbolo da aviação comercial, um mito que perdurou por mais de 30 anos. Fonte: Wikipédia.




Por: Ernani Serra
Pensamento: Eu creio no Deus que fez os homens, e não, no Deus que os homens fizeram.
Alphonse Karr