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13 de out de 2013

Dia das Crianças


De que crianças estão falando os comerciantes e quem inventou esse dia? É claro que são das crianças cujos pais têm um emprego e que, podem ir as casas comerciais levando os seus filhos queridos e felizes para escolherem os seus brinquedos conforme suas posses. Crianças felizes são aquelas que não passam necessidades e têm amor, carinho, alegria e o aconchego dos seus familiares.

As crianças que tem pais pobres ou miseráveis são excluídas desse dia. As crianças sem pais ou com pais sem condições financeiras, que estão desempregados e morando com os parentes, não comemoram esse dia.

As crianças abandonadas e sem famílias não têm infância e nem tempo para brincar, pois, não têm brinquedos, esse dia é muito triste para aquelas que não conhecem a alegria de ir ao comércio e escolher um brinquedo, vivem pelas ruas não pensando em brinquedos e sim, pensando no que comer naquele dia, já não é mais crianças apesar da idade tenra, as madrastas da vida as tornaram adultas antes do tempo, amadureceram a força do destino. 

Todas as crianças têm direito a brincar conforme diz a lei, essa é uma lei elaborada por juristas e políticos hipócritas. Têm crianças que só têm o direito de serem explorados por empresários desumanos e cruéis, verdadeiros monstros, insensíveis as necessidades alheias. São os exploradores das crianças. 

Não é mais crianças ingênuas, a dura vida, as tornaram conscientes do abandono, da indiferença de uma sociedade que não vê as suas necessidades básicas, muitas delas, só tem dentro de suas almas a carência de ser amado, o desejo de ter um lar e uma família que os ame e dê carinho. Esse é o principal brinquedo que essas crianças desejam possuir e ninguém os vê com bons olhos e se tornam invisíveis aos olhos da sociedade insensível ao sofrimento: moral, psicológico, material etc.  Essas crianças não têm dia especial e sim todos os dias são os mesmos, os dias de infelicidades e sofrimentos do corpo e d’alma.



Por: Ernani Serra 
Pensamento: Aquele que é feliz espalha felicidade. Aquele que teima na infelicidade, que perde o equilíbrio e a confiança, perde-se na vida.
Anne Frank