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5 de out de 2013

Lei do Desmatamento Zero


CHEGA DE DESMATAMENTO NO BRASIL
As florestas são fundamentais para assegurar o equilíbrio do clima, a conservação da biodiversidade e o sustento de milhões de pessoas que dela dependem para sobreviver. No Brasil elas são responsáveis por grande parte das chuvas que irrigam nossas plantações e que abastecem nossos reservatórios de água.

Florestas também fazem parte da nossa identidade como brasileiros. Elas influenciaram a formação da nossa cultura e nossos mitos. Seu verde está na nossa bandeira e nos nossos corações.

Porém, apesar de toda essa importância, elas continuam sendo devastadas. Apenas na Amazônia brasileira, maior floresta tropical do mundo já perdeu mais de 720.000 km² nos últimos 50 anos, uma área equivalente à soma dos estados de Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina.

Tamanha devastação não faz sentido. Nosso país pode se desenvolver sem desmatar. Hoje, com o que já temos de terras abertas, podemos duplicar nossa produção de alimentos sem precisar derrubar mais nenhum hectare de floresta. Podemos ser a primeira nação que se desenvolveu ao mesmo tempo em que soube preservar sua riqueza ambiental, gerando riquezas infinitas com nossas florestas vivas a ainda fazendo disso nosso grande diferencial em relação ao resto do mundo.

Por isso, lançamos uma campanha para levar uma lei de iniciativa popular ao Congresso, para acabar com o desmatamento no Brasil. E para que isso aconteça, precisamos obter 1,4 milhão de assinaturas de eleitores brasileiros, além de gerar um grande movimento nacional em defesa das florestas para garantir sua aprovação.

HISTÓRIA DO PASSADO
Décadas atrás, a Amazônia era uma paisagem plena de fartura e beleza. Aos poucos, ela foi sendo invadida por personagens que a transformaram radicalmente. Avançaram sobre a floresta o gado e a soja, os maiores vetores de devastação na região. Atividades muitas vezes ilegais, elas trouxeram a reboque mazelas como o trabalho escravo, a invasão de Terras Indígenas e a exploração madeireira.

Os grandes proprietários de terras que comandam o agronegócio usaram seu poder e conseguiram desfigurar o que resta das leis ambientais brasileiras. Não satisfeitos, eles ainda querem mais retrocesso. O governo, por sua vez, quer reduzir a Amazônia a um canteiro de obras para seus grandes empreendimentos, que passam por cima da floresta e dos povos tradicionais que as habitam.

É um cenário desolador. Mas a gente ainda pode reescrever essa história. Em parceria com outras organizações, o Greenpeace lançou um projeto de lei de iniciativa popular para acabar com a destruição de nossas florestas. Preservar as matas nativas é caminhar para um desenvolvimento verde e sustentável. A lei do desmatamento zero é o primeiro passo para o Brasil do futuro.

Essas não são apenas fases de um jogo, são fatos de uma dura realidade que pode virar permanente, se não fizermos nada para muda-la.    Proteger as florestas é mais do que uma responsabilidade dos brasileiros – é um direito. Para engrossar esse coro, a Liga das Florestas precisa de mais heróis (www.greenpeace.org.br). Entre na disputa e ajude a salvar o que o nosso país tem de mais precioso. Fonte: Site do Greenpeace.

Comentário
A ambição e o desejo de destruir as florestas são muito grandes por parte dos ruralistas que só pensam em tirar proveito das riquezas vegetais da Amazônia, e através de lobbys no Congresso Nacional, conseguem seus objetivos de transformar as florestas em pastos ou agropecuária em detrimento da natureza, dos seres vivos e do meio ambiente, e o pior, é que, esses criminosos ruralistas recebem o aval do Poder Executivo para exterminar as vidas selvagens, os vegetais e o próprio ser humano.     Por acaso esses políticos estão defendendo os interesses do povo? Não. Estão defendendo os interesses dos poderosos e dos estrangeiros que recebem as importações a preço de banana.

Além de destruir as terras que no futuro se tornam áridas e desérticas prejudicando os interesses nacionais, se essa produção fosse para matar a fome das classes menos favorecidas e distribuídas no mercado nacional, valia apena essa produção em grande escala, mas, em áreas já devastadas e que bastaria uma renovação dessas áreas por meio de adubos para torna-las mais férteis e não, abandonar essas áreas em busca de florestas com terras férteis, mas que, com a continuação da exploração do homem essas terras que foram florestas também vão se enfraquecer e se tornar desertos. É a lei do menor esforço. Eles não querem gastar em fertilização do solo de maneira artificial, ou seja, química; acham os ruralistas, um gasto desnecessário e muito caro, que não compensa esse investimento, preferem as derrubadas das florestas por que é mais rentável com o comércio de madeira e encontram um terreno já adubado pela natureza. 

Se o homem continuar nessa busca ambiciosa de devastação florestal, no futuro, não terão mais florestas e sim, desertos e regiões áridas, que vão contribuir com o aquecimento global.




Por: Ernani Serra
Pensamento: Paremos de indagar o que o futuro nos reserva e recebamos como um presente o que quer que nos tragam o dia de hoje.
Heráclito