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12 de dez de 2013

Financimento Político: É Corrupção


Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux e Joaquim Barbosa deram nesta quarta-feira, (11/12/2013), os primeiros votos contra a possibilidade de empresas privadas doarem recursos para campanhas eleitorais. Os dois julgaram inconstitucionais também o limite baseado na renda estabelecido para doações feitas por pessoas físicas.

Além deles, o ministro Dias Toffoli antecipou que votará nesta quinta-feira, 12/12/13, no mesmo sentido. Havendo maioria, a decisão valeria já para as eleições de 2014. “Eu penso que este tema deveria ser decidido ainda neste ano.    O que se trata nesse julgamento é o financiamento da democracia. Quem financia a democracia neste País? São as corporações ou a cidadania?”, questionou Toffoli, já antecipando como votará.

Um pedido de vista feito nesta quarta-feira pelo ministro Teori Zavascki deve adiar para o ano que vem a conclusão do processo. Apesar desse pedido, na sessão de quinta-feira 12/12/13, devem antecipar os votos os ministros Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso. Ambos deverão votar no mesmo sentido. Com isso, faltarão somente dois votos para que as empresas fiquem proibidas de financiar candidatos e partidos políticos.

Prevaleceu entre os ministros a tese de que o dinheiro das empresas desequilibra o resultado das eleições. Pelos dados apresentados por Fux, as empresas foram as responsáveis por mais de 95% das doações para as campanhas de 2012, e quanto mais dinheiro, disse Fux, mais as chances de um candidato se eleger.

“Diante desse quadro, eu indago: é salutar, à luz dos princípios democrático e republicano, a manutenção de um modelo como esse, que permite a captura do político pelos titulares do poder econômico? Penso que não”, disse Fux.

No entendimento dos ministros, apenas pessoas físicas poderiam doar recursos para os candidatos. “A permissão dada às empresas é manifestamente inconstitucional por estabelecer influência nefasta e perniciosa no resultado dos pleitos”, afirmou Joaquim Barbosa. “É o conhecido toma lá, dá cá, tão do conhecimento daqueles que acompanharam a vida política brasileira”, acrescentou. A lei estabelece que o eleitor possa doar até 10% de seu faturamento.  Isso cria uma distorção entre ricos e pobres, disse Fux. Fonte: odiario.com

Comentário
É preciso acabar com essa corrupção de empresas financiarem candidatos políticos que ficam agrilhoados às benesses recebidos. Esses candidatos quando eleitos não vão trabalhar em prol do povo e sim dessas empresas através de interesses escusos.

O mesmo acontece com as doações para campanhas que levam em conta o tamanho das bancadas, portanto, partidos maiores, têm acesso a mais recursos, isso gera um desequilíbrio partidário e um apadrinhamento as grandes bancadas que ficam cada vez mais fortes em números políticos, porque quem tem mais recursos financeiros podem corromper mais eleitores através dos seus candidatos políticos. 

É preciso acabar com essa doação em que o eleitor pode disponibilizar até 10% de seu faturamento criando uma distorção entre ricos e pobres. Tudo isso só vai gerar um corrompedor e um corrompido.

Se as eleições é um processo eleitoral popular então não se deve inserir no contexto a corrupção do toma lá, e dá cá.

O certo é dar uma verba aos partidos que sejam de maneira igualitária independente de tamanho na bancada, ou não dá nada. 

As campanhas políticas deveriam ser todas gratuitas e bancadas pelo governo nas mídias e com o mesmo tempo de apresentações dos candidatos, independentes de tamanho das bancadas, sem nenhum outro tipo de publicidade, isso sim, poderia ser chamado de democracia.

O que nós vemos nas campanhas eleitorais é uma corrupção generalizada, onde quem manda é o dinheiro, e como nosso povo não se interessa por política e nem pelo Brasil, se deixam corromper através da ignorância e da necessidade: econômica e financeira.

Depois, reclamam dos governantes que só governam para os poderosos do poder econômico e para os interesses dos estrangeiros e que, o povo se exploda. 

É por essa democracia e politicagem desigual que o povo está sofrendo as consequências de não terem: educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, menos taxas de impostos, habitação, etc. Salvem-se quem puder.



Por: Ernani Serra 
Pensamento: A paz, se possível, mas a verdade a qualquer preço.
Lutero