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14 de dez de 2013

Justiça na Coreia do Norte


Tio de líder da Coreia do Norte é executado por traição.

O tio e mentor do líder da Coreia do Norte foi executado como “traidor”, anunciou nesta sexta-feira 13/12/2013 a agencia oficial de notícias norte-coreana KCNA. Jang Song-tahek, de 67 anos, tio do líder Kim Jong-un, foi fuzilado ontem depois de ser condenado por vários crimes em um julgamento militar especial.

O tribunal militar especial declarou Jang Song-tahek culpado por criar uma facção contrarrevolucionária para tomar o poder em Pyongyang. “O acusado é um traidor da nação e cometeu atos odiosos contra o partido e contra a revolução”, diz comunicado oficial. Tratado de “traidor” ele foi fuzilado cinco dias depois de sua prisão em plena reunião do órgão supremo do regime. Dois de seus assessores também foram executados.

Segundo a agência oficial do país, o tio do ditador norte-coreano e vice-presidente da Comissão de Defesa Nacional tinha uma ambição selvagem por poder. Seu perfil foi descrito como o de alguém “ideologicamente doente”, consumidor de drogas e que desperdiçava dinheiro público em cassinos durante viagens ao exterior.

A condenação à pena capital mostra que o ditador norte-coreano é implacável até com membros da família.

A dinastia dos Kim dirige a Coreia do Norte com mãos de ferro, com base em um modelo comunista, desde sua fundação em 1948. Desde dezembro de 2011, Kim Jong-un sucedeu seu pai Kim Jong II. Fonte: RFI.

Ex-namorada de ditador e mais 11 pessoas foram fuziladas na Coreia do Norte.

Uma suposta ex-namorada do ditador norte-coreano Kim Jong-un e outras 11 pessoas foram fuziladas em um campo de concentração na Coreia do Norte. O motivo seria uma foto tirada durante uma orgia, e o grupo foi acusado de gravar e vender pornografia.

De acordo com o jornal sul-coreano “South China Morning Post”, a mulher é a cantora Hyon Song-wol, da banda Pochonbo Electronic Ensemble. Ela e o grupo de 11 pessoas que fazem parte da orquestra já teriam sido presos no último dia 17 por violarem a lei do país contra a pornografia.

Estima-se que Kim Jong-un tenha mantido relacionamento amoroso com a cantora por um período de dez anos.

O motivo do fim da relação teria sido a desaprovação de seu pai e ditador antecessor Kim Jong-il. Depois do rompimento, Hyon se casou com um soldado, e Kim Jong-un se casou com outra cantora, Ri Sol-ju, que também foi integrante da orquestra Unhasu. Fonte: Redação SRZD.

Comentário
A justiça na Coreia do Norte é implacável, é “olho por olho, dente por dente”, lei de talião, apropriadamente chamada de retaliação

Nesse país a máfia das drogas, prostituição e corrupção não tem vez, a lei na Coreia do Norte é cumprida para todas as pessoas que sabem dos riscos que correm se descumprirem as leis, quem se arrisca pode perder a vida.

Os mafiosos estão minando a Coreia do Norte com as drogas e sexos explícitos de maneira sutil através de contrabando de pequenas porções, imagens e vídeos, e viciando os parentes e ex-namorada do ditador para ver a sua reação, agora eles sabem até onde vai à lei.  Eles pensavam que o ditador ia passar a mão pela cabeça do tio e da ex-namorada, se enganaram.   Na Coreia do Norte a lei não é privilégio nem de poucos nem de muitos, e é sim, “dura lex, sed lex” é uma expressão em latim cujo significado em português é: “a lei é dura, porém é a lei”. A expressão se refere à necessidade de se respeitar a lei em todos os casos, até mesmo naqueles em que ela é mais rígida e rigorosa.

Se no Brasil tivesse essa lei tão rigorosa escapavam da execução muitos poucos ou quase ninguém. A nossa lei é: “lei fraca, porém sem lei”. Lei da corrupção e da impunidade.




Por: Ernani Serra
Pensamento: A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem.
Epicuro