Leitores Online

7 de dez de 2014

Vergonha Nacional


O que mais envergonha um povo é o desrespeito aos princípios éticos e a desmoralização das autoridades quando perdem a dignidade, a vergonha, e se desmoralizam ao usurparem e a depenarem as riquezas e o patrimônio de um país. Verdadeiras aves de rapina que não deixam nada para a nação.

Dizem-se representantes do povo mais são representantes deles mesmos, não tem o mínimo princípio de instrução, educação e respeito a si próprio, nem as instituições, quando se referem ao dinheiro público. 

Para acabar com essa malandragem que está dando mal exemplo a sociedade deveria começar assim:

Salários:
1 – Todos os políticos deveriam ter um salário único e fixo, acabando todas as mordomias e vantagens que hoje são dados numa verdadeira imoralidade financeira, estrangulando as finanças da nação, que já está ficando pobre com essa transfusão no erário público; para serem políticos de princípio teriam de serem patriotas e não corruptos. A política não é um trabalho público para enriquecer a classe política. O político é um funcionário público como qualquer outro a serviço do país e, portanto, submetido a um regime de salário fixo. Que deveria ser.

O presidente do Senado Federal Renan Calheiros teve a audácia de menosprezar o povo quando disse: “É um caso único no Congresso Nacional. Vinte e seis pessoas assalariadas tumultuando e paralisando o Congresso Nacional”. Esse político teve a empáfia de subestimar a classe trabalhadora, que se ganha tão pouco é porque os políticos assim os fizeram assalariados na sociedade e estão ganhando fortunas nas costas desses assalariados. Ele deveria ter vergonha de ter discriminado os trabalhadores com preconceito em sua formação ética.

Prestação de Contas:
2 – O político quando fosse eleito deveria apresentar no Ministério da Fazenda um documento com todos os seus bens móveis, imóveis e financeiros e que, cuja declaração o ministério deveria verificar imediatamente para saber se estava correto e no final de cada mandato o ministério faria um levantamento daquela declaração, e no decorrer do mandato do político em que houvesse qualquer alteração na declaração aumentando os bens, teria o político que apresentar documentação para justificar aquele patrimônio ao ministério “in loco”. 

Fiscalização:
3 – Seria preciso que houvesse um órgão que fiscalizasse toda a contabilidade dos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário) tanto nas esferas: federal, estadual e municipal, o dinheiro do contribuinte não deveria estar como hoje, ao Deus dará, todos os políticos se acham com o direito de meter a mão nos cofres da nação para aumentar os seus próprios salários ao seu bel prazer, fazem concorrência pública com a empresa que oferece o menor preço de serviço, mas na verdade esses serviços saem no futuro mais de três vezes o valor inicial da obra, isso é um abuso dos políticos, das empreiteiras, das construtoras... Que solapam as riquezas de um país sem dar a mínima aos interesses sociais do país.

Tanto o presidente quanto os demais políticos teriam que apresentar a um órgão independente, poderia até ser o Banco Central desde que ficasse neutro nas decisões políticas e só desse o seu aval quando fosse feito um levantamento: político, social e econômico-financeiro, caso contrário não efetuaria a liberação das verbas solicitadas. Quanto às empreiteiras e construtoras deveriam apresentar uma planilha dos gastos e terem a obrigação de terminar as obras conforme o contrato, caso desobedecessem ao contrato, os proprietários poderiam ser presos e confiscados todos os bens materiais e financeiros daquela empresa faltosa, só assim, moralizavam as concorrências públicas, com prazos e valores predeterminados em contrato.     Essas empresas não teriam o direito de recorrer à justiça, tinham que pagar pelos seus atos faltosos.

Agora pergunto, quais os políticos queriam se submeter a esses três itens acima? É claro que não querem perder essa fonte inesgotável do dinheiro do povo que trabalham para sustentar essas sanguessugas das verbas alheias. Esses políticos se acham o dono e os intocáveis do Brasil que fazem o que querem e nada os atingem, porque o povo está anestesiado pelos vícios, pelo futebol, pelo carnaval, pela má instrução e educação... Tudo isso deixa o povo fora de órbita com respeito à corrupção política e civil, não se importando com os desvios do dinheiro do povo trabalhador. Não sabem o povo que esses desvios de verbas públicas vão afetar no futuro a economia popular, através da inflação, deflação e recessão, que são as inimigas de toda nação. Os políticos não estão nem aí, eles se banqueteiam com os desvios de verbas e jogam para o povo os ossos, que roam! E amolem bem os dentes. 

Num país corrupto como o Brasil temos que dar a esse paciente (Brasil) doses fortes para restaurar a sua saúde. O remédio está nos três itens: Salários, Prestação de Contas e Fiscalização; supracitados. Será que o Brasil vai sair da UTI?




Por: Ernani Serra
Pensamento: Não se pode chamar de “valor” assassinar seus cidadãos, trair seus amigos, faltar à palavra dada, ser desapiedado, não ter religião. Essas atitudes podem levar à conquista de um império, mas não à glória.
Maquiavel