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5 de mai de 2015

Dois pesos e Duas Medidas


O Governo Federal se sensibilizou com as penas impostas pela Indonésia contra os traficantes de drogas Marcho Archer, 53 anos e Rodrigo Muxfeldt Gularte, 42 anos, que se aventurou nesse rabo de foguete, ambos iriam receber da máfia mais de R$ 300 mil para infectar a sociedade da indonésia, ambos sabiam dos riscos que os esperavam mais subestimou as autoridades daquele país achando que iriam burlar a fiscalização. Deram-se maus e foram executados pelo pelotão de fuzilamento.

O Itamaraty encaminhou vários pedidos de clemência para esses condenados supracitados, mais o governo de Jacarta não atendeu a nenhum pedido. Lá na Indonésia a lei é: Dura lex, sed lex. 

Não existem meios termos nem apadrinhamentos, quem violam as leis sabem o que os esperam na justiça. Quando entram na Indonésia já recebem um panfleto avisando quem entrar com drogas vai receber pena de morte.  Quem avisa amigo é.

Como ambos são de famílias abastadas de classe média alta recebeu o apoio da presidenta Dilma Rousseff que utilizou a embaixada do Itamaraty para negociar a soltura dos condenados com o presidente da Indonésia que não deu ouvido e cumpriu com a lei. A lei na Indonésia não é cega quando se refere as drogas.

A presidenta brasileira ameaçou a ir a ONU para acabar com a pena de morte naquele país asiático, e a ONU disse que a lei internacional proíbe pena de morte por delitos menores e só deve ser imposta a pessoas que tenham cometido os crimes mais graves, essencialmente aqueles nos quais houve intenção de matar. A ONU com essa entrevista acha que o narcotráfico não é crime e sim, delitos menores. Procure saber o quanto é nocivo essas drogas dentro da sociedade e verão que é o maior crime que se pode cometer por um ser humano aos outros humanos; as drogas são venenos lentos e pode matar rapidamente dependendo o uso. Como as drogas não matam tirando sangue nem torturando como fazem as armas de fogo e brancas; então a ONU classifica como delitos menores, isso é um absurdo dito pela Organização das Nações Unidas (ONU). 

Enquanto a presidenta Dilma Rousseff que ficou com sua imagem manchada internacionalmente pelo não atendimento do pedido de clemência e com o seu ego abalado, está indignada com a política da Indonésia que usa da pena capital, parece até que somos um país de primeiro mundo e de alta civilização humanitária.

Nosso Brasil também tem pena de morte como também tem comércio livre de drogas só que o governo não oficializou institucionalmente mais deu brechas aos bandidos usarem drogas e venderem em feiras livres, com toda impunidade jurídica, como também deu o livre arbítrio à bandidagem de executar em qualquer lugar um cidadão de bem e inocente, um traficante, e qualquer pessoa que ficar no meio dos interesses da bandidagem sem freios e sem justiça

Milhares de pessoas já foram fuziladas nas ruas, decapitadas, esquartejados, tudo isso de maneira bárbara e cruel, e ninguém viu a Dilma Rousseff falar em rede nacional que iria acabar com as penas de mortes e torturas dentro da sociedade brasileira, agora para aparecer politicamente, nacional e internacionalmente, faz esse estardalhaço como se no Brasil, fosse um país civilizado. 

Por acaso a presidenta do Brasil gostou quando os Estados Unidos andou espionando a sua política? Porque agora quer se meter na política interna de outros países como a Indonésia. Por acaso a presidenta se sensibilizou quando Fidel Castro colocou no paredão milhares de cubanos que eram contra sua ideologia? Está-se agora tão humanitária! Por que não utiliza a ONU para acabar com as penas de mortes nos Estados Unidos? Achas também que os Estados Unidos são um país bárbaro, então vai em frente, e pede o fim da pena de morte naquele país. Por acaso é privilégio dos grandes países ter pena capital? Cada um no seu quadrado.

 
 
 




Por: Ernani Serra
Pensamento: Para os pobres, é dura lex, sed lex. A lei é dura, mas é a lei.
Para os ricos, é dura lex, sed látex. A lei é dura, mas estica.
Fernando Sabino