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12 de jun de 2015

Acumuladora encontrada Morta


Bernadeth Bernardes Baptista faleceu aos 67 anos, aposentada, solteira sem filhos, formada em medicina veterinária por 24 anos de carreira e tornou-se fiscal do ministério da Agricultura, na época morando no bairro de Santo Antônio de classe média na capital porto-alegrense. 

Essa senhora tinha o hábito vicioso de acumular lixo em seu apartamento, (acumuladora compulsiva de objetos, demonstrando um transtorno psiquiátrico) e que, não deixava as amigas fazerem visitas, talvez por vergonha do que fazia, essa pessoa era muito infeliz e solitária andava dizendo as amigas que era rica apesar de gostar de ajudar o próximo tinha um bom coração.

Com sua morte as autoridades investigativas encontraram naquela bagunça mais de três quilos de ouro e 37 mil dólares que estavam dentro de potes de café. A aposentada tinha um patrimônio estimado em R$ 2 milhões, entre imóveis e aplicações financeiras. Motivos muito justos para quem quisesse usurpar de seus bens através de sua morte.

Faleceu aos 67 anos em julho de 2012 e só descobriram a sua morte depois de alguns dias e estava em estado de putrefação debaixo de dois metros de uma pilha de roupas.

Os laudos apontaram que o apartamento não foi arrombado e não apresentava sinais de violência, que dona Bernadeth teve mal súbito? Um enfarte? Não se sabe ao certo. Mistério.

No atestado de óbito consta como morte indeterminada.

A perita que examinou o cadáver não conseguiu afirmar a causa morte pelo estado de decomposição dos órgãos. 

Um dia depois de haver encontrado o corpo, ela foi cremada conforme seu desejo sem a realização de exames mais detalhados. 

Os peritos deveriam ver que, dona Bernadeth ao se sentir com um mal súbito ou enfarte, não poderia mergulhar numa pilha de roubas, o normal era que ela caísse sobre as roupas. Encontraram-na debaixo de dois metros de roupas, a lógica era que alguém a tivesse jogada lá, ou alguém a colocou e ficou em cima das roupas até sufocar. Por isso não houve sinais de violência no corpo do cadáver.

Se não houve arrombamento no apartamento algum parente ou bandido com chave mestra entrou; ou alguém de sua confiança fez com que ela abrisse a porta do apartamento por algum motivo alegado e justo.

Está mais do que comprovado que alguém estava dentro do apartamento de dona Bernadeth, portanto foi um assassinato. 

Os peritos não fizeram um trabalho correto, houve falhas na investigação.

As autoridades gaúchas deveriam abrir o inquérito para investigar a causa morte de dona Bernadeth e não dizer indeterminada, isso não existe nos laudos técnicos e médicos.

Toda morte tem uma causa e não um meio termo. Não se morre de nada.

Agora dez sobrinhos e seis irmãos da falecida disputam a herança na Justiça. Desgraça de um para felicidades de outros.





Por: Ernani Serra 
Pensamento: Triste de quem tem fortunas, pois, são alvos da inveja, da ambição e são vítimas e escravas da própria riqueza.
Ernani Serra