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28 de ago de 2015

Cpmf


Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) esse imposto começou a ser cobrada em 1994 e extinta em 2007. 
 
O criador da CPMF foi o médico cardiologista Adib Jatene na época era ministro da Saúde, a boa intenção do ministro era aumentar o orçamento e melhorar todo o sistema da Saúde Pública. Infelizmente o montante bilionário anual não foi para o Ministério da Saúde houve outros desvios sigilosos e a saúde continuou na miséria. 

Agora que estamos passando por uma crise crônica provocada pela má gestão do governo federal estão cogitando na volta da CPMF como modelo para arrecadar bilhões de reais por ano, com nova roupagem, com um título diferente mais, o conteúdo é o mesmo, explorar o povo em benefício dos cofres públicos, só que, todas essas verbas provenientes de impostos não serão suficientes para fechar o superávit primário de 2015 porque o rombo é muito grande e toda a arrecadação está sendo desviado para pagar os débitos bancários internacionais pelos empréstimos adquiridos durante toda gestão presidencial. 

Como está havendo uma resistência no Congresso Nacional contra esse projeto governamental, estão de novo camuflando os interesses e para enganar os parlamentares estão dizendo que é para beneficiar a saúde pública, dividindo essas verbas anuais para todos os municípios, estados e federais, mas depois de aprovada vai acontecer à mesma coisa que aconteceu antes, a saúde não vai ver nem a sombra desse dinheiro, essa verba vai tomar outros caminhos escusos.

Não é de agora que o governo federal vem fechando o orçamento da União de maneira arbitrária ferindo a própria lei de Responsabilidade Fiscal. 

A dívida do governo nesse ano (2015) é de -0,27 do PIB que está começando no vermelho (déficit) e cada dia aumentando mais com os juros sobre juros, um verdadeiro buraco negro ou areia movediça, a situação do governo federal estão de pior a pior, só tem um meio, é deixar de pagar os bancos (calote) e começar a taxar as exportações do ouro, metais e pedras preciosas e também as exportações em geral, e ir atrás dos sonegadores, baixar os impostos na indústria e comércio com um acordo de cavalheiro para não demitir e nem aumentar os preços no mercado. Injetar no mercado uma parte das exportações de alimentos para baixar os preços. Baixar os combustíveis para baixar os fretes. Aumentar os salários dos trabalhadores para movimentar a máquina de compra e venda sem que haja repasse dos empresários para as mercadorias já que houve um acordo com impostos baixos do governo. Temos que pensar no bem estar do povo e parar de dar muita ênfase às exportações (dólares), deveria diminuir as exportações enquanto o dólar estivesse em alta porque não é vantagem esse comércio em alta que só beneficia os importadores que adquirem mais mercadorias por menos divisas. Acabar com a lei de isenção de impostos para as multinacionais, a lei é para todos e não deve haver privilégios. Baixar as contas de energia elétrica e de água para o povo. Por conta da má administração das estatais e das multinacionais que devem ser responsabilizadas pelas suas empresas e não repassar para o governo federal e nem para o povo os seus excessos de gastos e má administração. 

O governo federal cometeu um grande lapso quando injetou oito bilhões de reais nas indústrias automotivas (multinacionais) para evitar as demissões que continuaram a demitir os operários, isso é dar dinheiro a quem não merece e nem respeitam as leis brasileiras, essas empresas já têm o respaldo de suas matrizes que garantem todos os seus débitos e também, de isenções de impostos do governo, como diz o provérbio popular: As águas só correm para o mar

Primeiro o povo depois os credores. Se a dívida é do governo nada mais justo do que o governo fazer sacrifícios para saldar os seus compromissos e não jogar nas costas do povo a sua cruz. O povo já vive crucificado por natureza e por falta de responsabilidade política. O governo precisa tirar de quem tem e não do povo que não tem nem eira nem beira. Se o governo for de encontro com a correnteza e impuser a taxação de impostos sobre impostos contra o povo, à crise vai se estender por muitos anos e a miséria vai campear em todas as classes sociais. 

Digam não a CPMF e sim a Responsabilidade Fiscal sob controle governamental de gastos. 







Por: Ernani Serra
Pensamento: Faça o melhor, se prepare para o pior, não espere nada de ninguém, e o que vier é lucro.
Gabriela Magalhães