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19 de dez de 2015

O Brasil e suas Crises



A presidenta da República Federativa do Brasil, Dilma Rousseff, pode ficar tranquila que não vai perder o poder, o impeachment foi uma grande marmelada, uma pizza e um grande circo montado onde o povo é o palhaço. O STF deu total poder ao Senado Federal para revogar esse processo de impeachment que foi elaborado na Câmara Federal pelos deputados federais. O STF e o Senado Federal são a favor do Executivo, logo, o senado vai derrubar esse processo de impeachment e engavetar e a Dilma vai continuar a governar.

Saiu Joaquim Levy e entrou Nelson Barbosa (saiu seis e entrou meia dúzia) no Ministério da Fazenda, não adianta mudar de ministros enquanto eles tiverem o mesmo propósito e pensamento de aumentar o fisco e só pensando em arrumar os cofres da União em detrimento da sociedade brasileira. Esse pacote de ajuste fiscal nada mais é do que uma medida austera contra a economia e o poder aquisitivo do povo. Se houver por acaso o afastamento do cargo da presidenta vai haver um presidencialismo igual ou pior, pois, quem vai para o poder são os políticos da direita e vão aplicar o modelo arcaico dos economistas norte-americanos que já não usam mais a austeridade fiscal.

O governo não deve governar, do povo para o governo, ou seja, sangrar as economias da população que está perdendo emprego e do mercado interno que está falindo através de falsos equilíbrios fiscais; O povo já não aguentam mais tantos impostos e nem um programa econômico de austeridade fiscal.

A presidenta tem que fazer a economia funcionar ao contrário, do governo para o povo, ou seja, da seguinte maneira:
1 – Baixar o dólar nem que seja artificialmente e valorizar o real;
2 – Baixar os juros do mercado interno (indústria e comércio) com o compromisso de não repassar os aumentos salariais e baixar os preços aos consumidores;
3 – Passar um calote em todos os empréstimos bancários nacionais e internacionais por tempo indeterminado, até que possa cumprir com a dívida. Já que as Agências de Classificação de risco rebaixaram a nota do Brasil, então nada mais justo do que não pagar a dívida enquanto houver crise e fazer jus as notas que essas agências impuseram: caloteiro; lixo; inconsistente; de estável para negativa; etc. Todo esse rebaixamento na nota de crédito foi porque o Brasil não adotou de imediato os ajustes fiscais contra o povo e a economia nacional, essa foi à maneira de pressionar o governo para adotar o mais breve possível essas medidas impopulares contra a nação, que só vem beneficiar os capitalistas estrangeiros.   
4 – Aumentar os salários dos funcionários públicos e o salário mínimo de maneira mais digna ao poder aquisitivo do trabalhador;
5 - Convocar os sindicalistas e setores do comércio e indústria para cooperarem com o planejamento do governo para que tenha sucesso o mais breve possível;
O povo com salários dignos vão começar a comprar e incentivar a produção interna;
O comércio e indústria com taxas e impostos mínimos vão se aparelhar e se modernizar adequadamente para suprir as necessidades da demanda;
O dinheiro que ia ser desviado para os banqueiros ficam nos cofres da União para fechar os balancetes anuais com superávit; 

Nos primeiros meses o governo ia ter um déficit orçamentário mais em pouco tempo iria se recuperar com o desenvolvimento da agropecuária, indústria e comércio no mercado interno e externo, enquanto, com a austeridade fiscal só vai dar negativo todo o sistema econômico, financeiro e social por muitos anos de sofrimentos e instabilidade política.






Por: Ernani Serra 
Pensamento: As palavras são voláteis, os escritos são concretos.
Ernani Serra